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14 Fevereiro de 2018 | 13h27 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 13h27

Etiópia: Região de Oromia observa greve geral de três dias

Addis Abeba - Várias cidades da região de Oromia, na Etiópia, estão a observar rigorosamente o apelo a uma greve geral organizada pela juventude (Qeerroo) na região.

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uma artéria da Cidade de Addis Abeba na Etiópia

Foto: Pedro Parente

As estradas na maioria das cidades estão desertas enquanto as pessoas permanecem nas suas residências. As lojas também estão encerradas. Os jovens exigem uma incondicional libertação de todos os prisioneiros políticos.

 Segundo a televisão estatal EBC a greve em Oromia afectou o sistema de transportes e as actividades de negócios naquele Estado, que desde 2015 e durante a maior parte de 2016, foi o epicentro de manifestações anti-governamentais.

Noutras partes da região continuam as manifestações contra os mais recentes confrontos entre militares e civis que mataram várias pessoas no campo de deslocados na cidade de Hamaressa.

Manifestações tiveram lugar em Nekemete, Ambo, Woliso, Haramaya, Arsi Negelle e na Universidade de Dembi Dolo, onde os estudantes empunhavam dísticos com o sinal de protesto em Oromia - cruzando os braços acima da cabeça.

Noutras cidades, as pessoas montaram barricadas nas estradas.

Esta não é a primeira vez que a região é paralisada. O principal partido da oposição, o Congresso Federalista de Oromia (OFC) organizou em Agosto de 2017 uma manifestação semelhante, a que a população aderiu massivamente.

O propósito desta era lembrar as pessoas que foram assassinadas por encorajar manifestações anti - governamentais, e aconteceu dias depois do levantamento do estado de emergência imposto em Outubro de 2016.

O líder do OFC estava detido na altura, acusado de vários crimes. Foi posto em liberdade em Janeiro de 2018 naquilo que o governo disse ser parte dos esforços para promover unidade nacional.

O Procurador-Geral da Etiópia anunciou esta segunda-feira que foram retiradas as acusações contra sete pessoas, reporta a televisão estatal FBC.

Entre os sete está Bekele Gerba, um proeminente líder da oposição, detido em 2015.

Ele disse que os respectivos casos foram revistos pelo conselho federal de amnistia e salientou que eles vão ser postos em liberdade logo que o presidente homologar a decisão.

A amnistia é considerada parte do programa de reformas da coligação política EPRDF, anunciado em Janeiro de 2017. Desde o anúncio do programa, os governos Federal e dos estados de Oromia e Amhara libertaram centenas de prisioneiros.

Um dos libertados foi o líder do OFC, Merera Gudina, do qual Bekele Gerba é a principal figura. O julgamento de Gerba e outros detidos foi adiado várias vezes, com a indicação de que Gerba se encontrava doente.

Bekele e outros 20 indivíduos foram detidos em 2015 em conecção com as manifestações em Oromia, que resultaram na morte de centenas de pessoas. Eles foram acusados de incitar à violência.

Assuntos Etiópia  

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