Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

14 Fevereiro de 2018 | 11h48 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 11h48

Sudão do Sul: Oxfam em meio a escândalo de assédios sexuais

Juba - A Organização Não-Governamental britânica Oxfam enfrenta novas denúncias de assédio sexual e encobrimento desses casos no Sudão do Sul, factos descobertos após a demissão da a sub-directora da ONG, Penny Lawrence, afirmando que o comportamento dos seus funcionários foi indigno e desonesto.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Mapa do Sudão do Sul

Foto: Cedida

As novas revelações de Helen Evans, directora de prevenção interna da Oxfam entre 2012 e 2015, ao Channel 4 falam sobre a existência de "uma cultura de abusos sexuais em certos escritórios", em particular estupros ou tentativas de estupro no Sudão do Sul, e agressões contra voluntários menores nas lojas da ONG no Reino Unido.

Estas novas acusações surgiram depois das revelações sobre a utilização de serviços de prostitutas e potenciais abusos sexuais por parte de certos agentes da Oxfam no Tchad e no Haiti.

Segundo uma investigação interna da organização sobre 120 pessoas em três países entre 2013 e 2014, ou seja, entre 11 e 14% do pessoal actuante foram vítimas ou testemunhas de agressões sexuais.

No Sudão do Sul, quatro sofreram estupros ou tentativas de estupro.

"Diz respeito a actos de funcionários contra funcionários. Não realizamos uma investigação entre os beneficiários de nossos programas de ajuda. Mas fiquei extremamente preocupada com os resultados", comentou Evans.

Outro caso foi a agressão contra um menor por parte de um adulto cometido numa loja da Oxfam na Grã-Bretanha, revelou.

Segundo o Channel 4, cinco casos de "comportamentos inapropriados" por parte de adultos contra menores foram revelados pela ONG em 2012-2013, e sete no ano seguinte.

Evans acusou altos directores de não terem actuado na ocasião dos factos.

O director-geral da Oxfam, Mark Goldring, considerou que "não há nada a acrescentar ao relatório".

Esta série de revelações causou indignação na Grã-Bretanha, onde a Oxfam recebeu 43,8 milhões de dólares do governo no ano passado.

A Oxfam, uma confederação de organizações humanitárias sediada no Reino Unido afirmou que iniciou imediatamente, em 2011, uma investigação interna. Quatro funcionários foram demitidos e outros três pediram demissão antes do fim da investigação, garantiu a ONG.

 A actriz Minnie Driver que actuava como embaixadora da Oxfam anunciou a sua demissão ao posto.

 A sub-directora da ONG Oxfam, Penny Lawrence, renunciou na segunda-feira, após assumir "inteira responsabilidade" pelo escândalo gerado após a divulgação de que funcionários da organização contrataram prostitutas no Haiti.

Após relatar sua "tristeza e vergonha pela conduta de funcionários no Tchad e Haiti (...), incluindo a relação com prostitutas", Penny anunciou a sua demissão e disse que assumia "inteira responsabilidade".

Lawrence explicou que os comportamentos inapropriados "do director (da ONG) no Tchad e de sua equipa" já tinha sido "apontados antes de ir ao Haiti". "Não respondemos de forma adequada", admitiu.

Segundo o jornal The Times, após o terramoto de 2010 que devastou o Haiti, grupos de jovens prostitutas foram convidadas para casas pagas por esta organização na ilha. Uma fonte citada pelo veículo garantiu que viu imagens de orgias em que uma das trabalhadores sexuais usavam camisolas da Oxfam.

Assuntos Sudão do Sul  

Leia também