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07 Dezembro de 2018 | 12h27 - Actualizado em 07 Dezembro de 2018 | 12h27

Comunidade moçambicana exige compensações justas de mineradora chinesa

Maputo - Comunidades das áreas abrangidas pela concessão de areias pesadas da companhia chinesa Haiyu Mozambique Mining, no norte de Moçambique, exigem o pagamento de compensações justas pela perda de terra, diz hoje a agência noticiosa da sociedade civil moçambicana CIVILIMO.

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Os habitantes da área de concessão, no distrito de Angoche, acusam o Governo moçambicano e a Haiyu Mozambique Mining de ignorarem as consultas públicas para a implementação do projecto, violando a lei, refere a CIVILIMO.

As queixas da população foram feitas durante uma reunião com representantes do Governo e da companhia.

A publicação indica que, o Governo moçambicano foi cúmplice nos atropelos à lei e promete, agora, promover a sua correcção.

A Haiyu Mozambique Mining Co. Lda iniciou as suas actividades em Angoche em 2011 sem o cumprimento de várias obrigações legais, incluindo consultas, participação comunitária e estabelecimento de critérios para indemnizações por danos.

A companhia começou a operação sem planos de reassentamentos das comunidades residentes na área de exploração das areias pesadas.

A CIVILIMO assinala que o Governo e a empresa só iniciaram as consultas às comunidades oito anos após o início da exploração das areias pesadas.

O órgão de informação cita o administrador de Angoche, Rodrigo Ussene, que admite que as autoridades ignoraram procedimentos legalmente exigidos na implementação de projectos de exploração de recursos naturais, justificando a situação com a avidez pelo desenvolvimento do país.

Rodrigo Ussene disse que, o Governo reconhece que ignorou certos procedimentos impostos pela lei.

A CIVILIMO acusa a Haiyu Mozambique Mining de destruir os ecossistemas vegetais e aquático da área costeira onde extrai as areias pesadas.

O representante da Haiyu Mozambique Mining Lda, Amilcar Marremula, assumiu que a empresa violou a lei na implementação do projecto, pedindo desculpas pela situação.

Amílcar Marremula comparou a conduta da companhia com a de "um rapaz que conquistou uma menina e a levou consigo sem o consentimento dos pais e que agora pretende regularizar essa união".

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