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07 Março de 2018 | 09h47 - Actualizado em 07 Março de 2018 | 09h47

Moçambique: Mais de 14 mil toneladas de enchidos de carne cativadas em 24 horas

Maputo - A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) de Moçambique cativou até ao fim desta terça-feira, em todo o país, 14 mil toneladas de enchidos de carne processada e pronta a consumir, das marcas Enterprise e Rainbow Chiken Limited, provenientes da África do Sul.

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Segundo Virgínia Muianga, directora de Operações da Indústria, Comércio, Turismo e Transporte da INAE, os produtos foram retirados tanto do mercado formal como informal e são estimados em cerca de nove milhões de meticais.

A acção segue-se à interdição da venda e importação destes produtos no território nacional, na sequência do surto de Listeriose naquele país vizinho, onde foram registados 180 mortos, dos 948 casos notificados, em 14 meses.

A doença é provocada pela bactéria Listeria monocytogenes, detectada em carnes processadas destas duas marcas, tais como o palone, russians (designadas vulgarmente de rachel), frankfurters, salsichas e outras carnes frias.

Segundo o jornal “Notícias”, Virgínia Muianga fez saber que o trabalho consiste na retirada destes produtos das prateleiras dos supermercados e outros locais de venda a nível nacional e armazenar num local que não permite o contacto com outros itens. Depois serão incinerados em local adequado para a operação.

A fonte explicou que os produtos não devem ser juntados a outros ou deitados nos contentores de lixo porque alguém pode reaproveita-los, correndo o risco de ingerir a bactéria Listeria monocytogenes que provoca a intoxicação alimentar.

“Ao juntar alimentos infectados com outros, podemos ter situações de contaminação cruzada. Por isso, o correcto é tirar esses produtos, incinerar e desinfectar o local. Mesmo em casa, temos que ter cuidado. Podemos abrir uma cova, queima-los com recurso a carvão, lenha ou petróleo. Limpar a geleira e desinfectá-la pode ser com Certeza ou outro detergente”, explicou Muianga.

Entretanto, até ao fim da manhã de terça-feira, algumas lojas continuavam a vender os produtos, cujo consumo está a ser desaconselhado desde segunda-feira pela INAE por representar um risco à saúde pública.

Assuntos Moçambique  

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