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13 Março de 2018 | 17h26 - Actualizado em 13 Março de 2018 | 17h26

Moçambique: moçambicanos elegem directamente o último presidente de Câmara

Maputo - Cerca de 300 mil eleitores moçambicanos são chamados a participar, hoje, quarta-feira, na última escolha directa intercalar e autónoma de um presidente de município, na segunda volta da eleição intercalar de Nampula, terceiro maior aglomerado urbano do país, situado 1.500 quilómetros a norte de Maputo.

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Eleições: Mesa de Voto

Foto: Paulino Neto

A eleição acontece devido ao homicídio do presidente do município, Mahamudo Amurane, abatido com um tiro à queima-roupa, em Outubro de 2017 - um crime ainda sob investigação.

Amisse Cololo, candidato da Frelimo, partido no poder e Paulo Vahanle, pela Renamo, principal partido da oposição podem, assim, ser os últimos candidatos a uma eleição municipal tal como se conhece.

Quem ganhar vai ter um mandato curto, visto que as eleições autárquicas, em todo o país, estão marcadas para 10 de Outubro próximo, esperando o chefe de Estado e o líder da oposição que as novas disposições constitucionais sejam já aplicadas.

Na primeira volta do escrutínio, realizada a 24 de Janeiro, nenhum candidato teve mais de metade dos votos, caso em que a lei obriga a uma segunda volta entre os dois mais votados (Cololo conquistou 44,51% e Vahanle 40,32% dos boletins).

O Parlamento moçambicano está a discutir uma proposta do presidente da República, Filipe Nyusi, para alterar a Constituição e passar a escolha de cada autarca a ser feita a partir da lista mais votada para a assembleia municipal.

A proposta faz parte das negociações de paz com Afonso Dhlakama, líder da Renamo, que prevêem que o poder central deixe de indicar governadores provinciais e distritais, passando estes a sair das respectivas assembleias - estendendo-se o procedimento às autarquias.

Assuntos Moçambique  

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