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17 Maio de 2018 | 10h03 - Actualizado em 17 Maio de 2018 | 10h02

Gâmbia: Ex-presidente acusado da morte de imigrantes

Banjul - As organizações Human Rights Watch (HRW) e Trial International acusaram nesta quinta-feira, em Banjul, o antigo Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, de ter mandado assassinar em 2005, mais de 50 imigrantes oriundos de países da África Ocidental, maioritariamente do Ghana e Nigéria.

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Yahya Jammeh, antigo Presidente da Gâmbia (Arquivo)

Foto: PESQUISA

Num comunicado conjunto, a HRW e a Trial pedem que Yahya Jammeh, actualmente exilado na Guiné-Equatorial, seja extraditado para o Ghana, onde deverá ser julgado.

Ambas as organizações fundamentam as suas acusações em entrevistas a mais de três dezenas de funcionários gambianos, 11 deles directamente envolvidos no incidente, e a de um sobrevivente, no quadro de uma investigação do caso.

Os imigrantes, 44 ganenses; vários nigerianos; senegaleses, ivoirienses e togoleses foram detidos numa praia de Banjul, quando tentavam chegar à Europa.

Os detidos foram considerados suspeitos de serem mercenários, que tinham por missão derrubar o governo de Jammeh.

Este, chegou ao poder através de um golpe de Estado em 1994 e foi derrotado nas eleições presidenciais de Dezembro de 2016, tendo, depois de recusar inicialmente os resultados, acabado por reconhece-los.

Como resultado da forte pressão interna e internacional, Jammeh foi forçado a exilar-se na Guiné Equatorial.

"Os migrantes da África Ocidental não foram assassinados por pessoas de forma isolada, mas sim por um esquadrão da morte paramilitar que recebia ordens directamente do Presidente Jammeh", afirmou, no comunicado, o assessor legal da HRW, Reed Brody.

"Os subordinados de Jammeh destruíram então as provas para impedir os investigadores internacionais de conhecer a verdade", acrescentou.

Um relatório da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas concluiu em 2009 que as mortes e desaparecimentos foram realizados por membros corruptos das forças de segurança gambianas, embora sem provas credíveis de que receberiam ordens superiores, realça-se no comunicado conjunto da HRW e da Trial.

"As novas provas, porém, deixam claro que esses responsáveis foram os “Junglers” a unidade paramilitar de Jammeh, lê-se no comunicado das duas organizações não governamentais de defesa e promoção dos Direitos Humanos.

A HRW e a Trial, bem como várias organizações de direitos humanos do Ghana, pediram ao novo Governo gambiano, liderado pelo Presidente Adama Barrow, que investigue as novas provas, de forma que o processo permita extraditar Jammeh para Acra, onde, defendem, deve ser julgado.

Assuntos Gâmbia  

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