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13 Junho de 2018 | 09h01 - Actualizado em 13 Junho de 2018 | 10h12

RDC: Moïse Katumbi defende candidato único da oposição às presidenciais

Kinshasa - O opositor político congolês, Moise Katumbi Chapwe, defendeu recentemente uma candidatura presidencial única da oposição na eleição presidencial de Dezembro de 2018.

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Moise Katumbi Chapwe, opositor RD congolês

Foto: FEDERICO SCOPPA

Katumbi, que falava em vídeo-conferência, durante um comício organizado pelos seus partidários, em Kinshasa, recorrendo ao comunicado publicado no dia 25 de Maio, reafirmou o desejo de uma candidatura única da oposição à eleição presidencial, com Félix Tshisekedi (UDPS) e Vital Kamerhe (UNC).

Antigo aliado de Kabila, Katumbi foi forçado ao exílio, desde 2016, e condenado à revelia por três anos, depois de manifestar a intenção de concorrer à eleição presidencial.

Ele é conhecido como o homem do “não ao terceiro penalti”, numa alusão às suas denúncias, segundo as quais, desde 2006, Kabila nunca ganhou qualquer eleição presidencial, mas impondo-se através de fraudes eleitorais.

Observadores políticos atentos pensam que a libertação provisória de Jean-Pierre Bemba muda o xadrez político congolês.

Segundo os mesmos observadores, Bemba, depois de ter passado 10 anos na prisão, em Haia, poderá fazer uma entrada surpresa no jogo político, já por si complexo, com vista as eleições previstas para o dia 23 de Dezembro de 2018.

Os militantes do seu partido também defendem um candidato único da oposição mas, do seu ponto de vista, o mesmo deve ser Jean-Pierre Bemba

Comentando o assunto, Augustin Kabuya, secretário-geral adjunto da UDPS, respondeu que Jean Pierre Bemba é um irmão que veio reforçar a oposição.

Enquanto isso, a Maioria Presidencial (MP) diz estar serena quanto ao regresso daquele que foi o principal adversário do presidente Kabila, na eleição presidencial de 2006, que culminou com violentos confrontos entre militares das duas partes.

“A sua libertação não é uma ameaça”, considera André-Alain Atundu, porta-voz da MP, que deseja um bom regresso ao Congo.

“A MP está a levar a cabo um combate que visa o reforço da democracia e a modernização da RDC; as portas estão abertas a todos os patriotas”, sublinhou.

  

Assuntos RDCongo  

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