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11 Julho de 2018 | 10h53 - Actualizado em 11 Julho de 2018 | 14h53

Camarões: Confrontos em Buea matam dois agentes da Polícia

Buea (Camarões) - Dois agentes da Polícia morreram durante os confrontos que opuseram segunda-feira, em Buea (Noroeste), as forças da ordem e elementos separatistas anglófonos, indicaram fontes locais.

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Bandeira do Camarões

Foto: cedidas

Segundo as mesmas fontes, é a primeira vez que desde o inicio da crise na das regiões anglófonas, em 2016, que vários homens armados atacaram as forças da ordem durante três horas.

O ataque aconteceu menos de 24 horas depois do assassinato domingo, de um comissário da Polícia, em Kumba, próximo da vila de Buea, onde a situação continuava tensa, terça-feira.

Os separatistas, divididos em vários grupos, têm atacado as forças governamentais e os símbolos da administração, nomeadamente   escolas e hospitais.

De igual modo, raptam agentes da Polícia, funcionários públicos, empresários e, de vez enquanto, estrangeiros.

Ao atacarem Buea, os separatistas tentam ocupar a aquela antiga capital de um Estado anglófono, fundada durante o mandato britânico, entre 1922 e 1961, e que os mesmos escolheram como a futura capital do seu Estado anglófono, chamado “Ambazonia”

Nos últimos anos, os combates têm sido intensos entre o Exercito, a Polícia e os grupos armados nas duas regiões anglófonas do Noroeste e do Sudoeste.

A zona rural situada entre Kumba, Mamfe e a fronteira nigeriana tornou-se no epicentro de ataques armados que Yaoundé reprime de forma desproporcional.

Dados oficiais indicam que desde o inicio da crise morreram 80 membros das forças da ordem; outros observadores falam de um balanço superior.

Como resultado, foram detidas 600 pessoas, Segundo uma fonte da ONU, e um importante dispositivo de segurança foi desdobrado nas duas regiões conflituosas, das dez que compreende o país.

 As forças da ordem são acusadas de cometerem atrocidades contra a população civil.

Por causa disso, 160 mil pessoas abandonaram a região, segundo a ONU, e 34 mil refugiaram-se para a Nigéria, de acordo com a Agencia nigeriana de gestão das urgências (SEMA).

Em Maio último, as autoridades anunciaram um plano de ajuda humanitária de urgência, financiado pelo governo, por uma ajuda internacional, e foi lançado um apelo a donativos particulares, mas rejeitado pelos separatistas.

Esse conflito corre o risco de perturbar a eleição presidencial prevista para o dia 07 de Outubro, já que há a possibilidade de os rebeldes tentarem impedi-la na zona anglófona.

Os opositores do Presidente Paul Biya atribuem a ele a actual instabilidade no país.

Assuntos Camarões  

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