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24 Julho de 2018 | 11h56 - Actualizado em 24 Julho de 2018 | 11h55

África do Sul: Presidente Ramaphosa projecta visita ao Brasil para breve

Joanesburgo - O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, pretende visitar em breve o Brasil, para reforçar as relações de cooperação bilateral entre os dois países, disse a ministra das Relações Internacionais e Cooperação, Lindiwe Sisulu.

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Presidente Cyril Ramaphosa

Foto: Pedro Parente

"Estamos a trabalhar num conjunto de áreas de relacionamento bilateral e esperamos que possa haver uma visita de Estado muito em breve, logo após a cimeira do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)", disse a chefe de diplomacia sul-africana.

"Caso não seja possível, vamos convidar o actual chefe de Estado brasileiro, Michel Temer, a vir à África do Sul logo após o BRICS", adiantou.

Lindiwe Sisulu, que falava à imprensa após a apresentação do programa oficial da 10ª Cimeira dos BRICS, sublinhou que as relações entre a África do Sul e o Brasil são "históricas e mantêm-se cordiais", particularmente ao nível económico.

"No seio dos BRICS, esse relacionamento tem vindo a crescer e só pode crescer", precisou.

A governante destacou depois os "laços históricos" entre a África do Sul e o Brasil, afirmando que Pretória e Brasília partilham "um passado e uma visão democrática comuns", exemplificando com o programa de habitação social sul-africano, que foi importado do Brasil.

"Queremos fazer crescer o nosso relacionamento e desejamos tudo de melhor ao povo brasileiro, nesta altura difícil que o país atravessa", referiu.

"Queremos que o povo brasileiro saiba que pode continuar a contar com o nosso apoio e a nossa amizade que é duradoura", sublinhou à Lusa Lindiwe Sisulu.

O Brasil é um parceiro estratégico da África do Sul, com quem o país tem uma "Parceria Estratégica", assinada em 2010.

Os dois países mantêm iniciativas bilaterais em diversos setores, que vão desde a Defesa a políticas de desenvolvimento social.

Segundo o ministério de Comércio e Indústria da África do Sul, o Brasil é o terceiro maior parceiro comercial da África do Sul, depois da China e Índia, respetivamente, tanto em exportações como nas importações.

As principais exportações para o Brasil são os automóveis, químicos, produtos agrícolas e aço, enquanto nas importações contam-se os químicos de base, a carne de frango, açúcar e o aço.

O comércio global intra-BRICS aumentou de 13 mil milhões de euros (203,9 mil milhões de randes), em 2010, para 29,3 mil milhões de euros (462.4 mil milhões de randes), em 2017.

Segundo a mesma fonte, as economias dos BRICS atraíram 20,5% do Investimento Directo Estrangeiro (FDI) mundial, enquanto em 2009 a cifra fixou-se em 16,9%.

Estima-se em 3,7 triliões de dólares americanos as reservas estrangeiras globais dos BRICS.

Em 2002, o antigo diretor da firma Goldman Sachs, Jim O'Neill, que inventou o termo BRIC, disse que o grupo ultrapassará a economia conjunta do Grupo dos Sete (G7) [EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Itália] em 2027.

A África do Sul aderiu ao bloco em 2011, na 3ª Cimeira dos BRICS, que teve lugar em Sanya, China.

A 10ª Cimeira dos BRICS, que reúne um grupo de potências emergentes, terá como tema a "Colaboração para o Crescimento Inclusivo e Prosperidade Partilhada na 4ª Revolução Industrial" e arranca na próxima quarta-feira, 25 julho, no Centro de Convenções de Sandton, norte de Joanesburgo, sede da bolsa de valores e da maioria das multinacionais globais com operações em África.

Assuntos África do Sul  

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