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23 Agosto de 2018 | 09h02 - Actualizado em 23 Agosto de 2018 | 18h46

Gabão: Um petroleiro desaparece nas águas gabonesas

Libreville - O petroleiro Pantalena, com a bandeira do Panamá, desapareceu há uma semana dos radares, quando navegava nas águas gabonesas, noticiou quarta-feira a revista "Jeune Afrique", que cita a AFP.

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Imagem de fuzileiros durante exércicios militares de Luta contra a Pirataria (Arquivo)

Foto: Clemente dos santos

Especialistas sobre o golfo da Guiné presumem que o desaparecimento do barco, com 17 marinheiros georgianos, tenha sido alvo de pirataria, um fenómeno cada vez mais visível nesta região africana.

O Pantalena, pertencente a empresa Lotus Shipping, navegava nas águas conjuntas do Gabão e São Tomé, indicaram fontes militares a AFP.

Um dos membros das forças gabonesas disse à AFP, que um barco que navegava entre Libreville e Port-Gentil recebeu um sinal de pedido de ajuda, e alertou a marinha gabonesa, que “não interveio por falta de informações seguras”.

A segurança foi reforçada a nível de Port-Gentil, enquanto a marinha de São Tomé e Príncipe lançou no encalço do petroleiro com 121 metros de comprimento, um navio de patrulha composto por 30 santomenses e portugueses, disse também a AFP o comandante da guarda costeira, João Idalécio.

Uma fonte militar da Região informou que o facto de o Pantelena ter “interrompido o sistema de baliza que emite a sua posição”, faz temer um acto de pirataria, porque “a primeira coisa que os piratas fazem, quando abordam um barco, é cortar a baliza”.

Enquanto os actos de pirataria diminuem no Corno de África, eles aumentam no Golfo da Guiné, desde 2012, fazendo da região o epicentro da pirataria mundial.

Os desvios dos barcos são raros, porque os assaltantes privilegiam a tomar os tripulantes como reféns, em troca de dinheiro.

Segundo a Câmara de Comércio Internacional que recolhe os dados sobre a pirataria, os 25 tripulantes raptados em 2018, o foram no Golfo da Guiné, onde o número real de incidentes pode ser superior aos relatórios (mais de 50 desde Janeiro último, nomeadamente no largo das costas nigerianas e ghaneenses ).

Três tripulantes raptados no Ghana, a 26 de Março, continuam desaparecidos.

Em Março de 2016, o custo provocado pelos 95 actos de pirataria na África Ocidental, foi de 793 milhões de dólares americanos.

Assuntos Gabão  

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