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24 Agosto de 2018 | 17h35 - Actualizado em 24 Agosto de 2018 | 17h34

Zimbabwe: Tribunal confirma Emmerson Mnangagwa como presidente

Harare - O Tribunal Constitucional de Justiça do Zimbabwe tornou público nesta sexta-feira, em Harare, o veredicto sobre as reclamações da oposição em relação aos resultados das eleições gerais de 30 de Julho e confirfmou Emmerson Mnangagwa, como presidente desse país da África Austral, noticiou a Prensa Latina.

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Presidente Emmerson Mnangagwa, confirmado Presidente do Zimbabwe, pelo TC.

Foto: Pedro Parente

O anúncio foi feito por Luke Malaba, presidente do Tribunal constitucional, que começou por explicar que os advogados que representaram o líder da oposição Nelson Chamisa, não apresentaram as provas requeridas para sustentar as suas alegações de fraude eleitoral.

A setença do Tribunal, que é inapelável, encerra o processo iniciado a 10 de Agosto, quando Chamisa, presidente da aliança Movimento para a Mudança Democrática, apresentou perante esta instância judicial um recurso para anular os resultados do escrutínio que deu vitória à Mnangagwa.

O tribunal ouviu quarta-feira última, as alegações apresentadas pelo advogado Thabani Mpofu, que foi muito criticado pelos juízes por basear sua alegação em evidências secundárias e ignorar as provas primárias, que eram de inspeccionar as urnas para confirmar as suas supostas irregularidades.

Mpofu tinha solicitado ao Tribunal, integrado por nove juízes encabeçados por Malaba, para anular às eleições com base em “evidências matemáticas e estatísticas”, o que provocou perguntas sobre o porque não aproveitou as disposições legais que lhe permitiam aceder os documentos originais da Comissão eleitoral na presença de observadores.

Ao comparecer em tribunal, o advogado Lewis Uriri, em nome do presidente Emmerson Mnangagwa, insistiu na inexistência de uma petição válida para anular os resultados das eleições e sublinhou que os números manejados pela oposição eram falsos.

A Comissão eleitoral do Zimbabwe anunciou a 3 de Agosto, que o presidente Mnangagwa tinha sido o vencedor com 50,8 por cento dos votos e que Chamisa obteve 44,3 por cento.

As eleições, qualificadas de históricas, transparentes e justas, foram supervisionadas por observadores das Nações Unidas, da União Africana, da União Europeia, Commonwealth e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, que referendaram o processo.


 

Assuntos Eleições  

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