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12 Setembro de 2018 | 15h48 - Actualizado em 12 Setembro de 2018 | 15h47

África: UE defende uma nova aliança África-Europa,

Estrasburgo (França) - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu nesta quarta-feira, em Estrasburgo, a criação de um quadro que permita atrair investimento privado em África.

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Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

Foto: EMMANUEL DUNAND

Ao discursar no Parlamento europeu sobre  o Estado da União, apontou uma nova "Aliança África-Europa", que "aumente substancialmente" o investimento no continente africano e fomente o emprego e as trocas comerciais.

Para o político europeu, a aliança deve ser centrada nos investimentos e empregos sustentáveis e, tal como a concebe, permitiria criar "até 10 milhões de empregos em África ao longo dos próximos cinco anos".

Desta feita, anunciou que o fundo de investimento externo da União Europeia, lançado em 2016, "vai mobilizar mais de 44 mil milhões de euros de investimentos nos sectores público e privado em África".

“ A África não precisa de caridade, mas de  uma parceria equilibrada, e os, europeus, também precisam dessa parceria”, disse, rejeitando a ideia de encarar a África apenas numa perspectiva de ajuda ao desenvolvimento, já que "uma tal abordagem seria insuficiente e até humilhante para África".

Juncker apontou a outra vertente central da nova aliança que será o comércio com a África, com  36% que já se faz com a Europa e cujas trocas comerciais entre os dois continentes continuam insuficientes.

A proposta apresentada por Juncker, e detalhada pela Comissão Europeia, prevê uma série de acções essenciais para reforçar a parceria África e UE, a começar por "estimular o investimento estratégico e reforçar o papel do sector privado, nomeadamente através de uma maior redução dos riscos ligados aos projectos de investimento através de uma combinação de subvenções e empréstimos e de garantias".

Bruxelas quer também "investir nas pessoas através do investimento na educação e na aquisição de competências, a nível continental e nacional, a fim de reforçar a empregabilidade e a correspondência entre as competências e os empregos, nomeadamente com bolsas e programas de intercâmbio, em especial no âmbito do programa Erasmus".

Os acordos de parceria económica, os de comércio livre, incluindo as zonas de comércio livre abrangentes e aprofundadas propostas aos países do Norte de África, bem como os outros regimes comerciais com a UE, devem ser explorados tanto quanto possível enquanto componentes essenciais para a Zona Continental Africana de Comércio Livre, declarou.

Assuntos África  

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