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31 Outubro de 2018 | 13h47 - Actualizado em 31 Outubro de 2018 | 13h47

Mo Ibrahim preocupado com persistência de conflitos armados em África

Londres - O filantropo e o bilionário sudanês, Mo Ibrahim, alertou os líderes africanos no sentido de atacar as causas do aumento dos conflitos e movimentos armados em África, por ocasião da publicação do relatório anual do índice da sua fundação.

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Líder da Fundação Mo Ibrahim

Foto: Divulgação

Instou igualmente os dirigentes africanos a combater certas práticas, principalmente a falta de controlo da natalidade.

Mo Ibrahim, cujo prémio sobre boa governação detém o seu nome, indicou na segunda-feira que os países devem reduzir a sua crescente taxa de natalidade e criar empregos para os jovens, para não correr o risco de ver uma escalada de conflitos e o surgimento de vários grupos de militantes armados, tais como o Boko Haram e o al-Shabaab.

"Estamos a ver os riscos - temos notado o surgimento de grupos armados (como o Boko Haram e o al-Shabaab", disse, referindo-se aos militantes islâmicos no norte da Nigéria e na Somália.

Segundo o filantropo, o aparecimento destes insurgentes "não é uma coincidência, mas está ligada à insatisfação decorrente de uma série de factores, principalmente a falta de esperança quando os jovens não têm perspectivas sobre o seu futuro".

O relatório de 2018, que revela que a governação está a melhorar lentamente em África, observa que as Maurícias, Seychelles e Cabo Verde lideram a lista dos países com maior performance em termos de governação global, enquanto a Líbia, o Sudão do Sul e a Somália ocupam o último lugar.

Entre os Estados com melhor ensino do índice Mo Ibrahim 2018 figura o Quénia que subiu do 19º para o 11º lugar, o Marrocos de 25º para 15º e especialmente a Côte d’Ivoire do 41º para 22º.

A Côte d’Ivoire é também o país apresenta a maior progressão em matéria de boa governação (+12,7 pontos).

Assuntos Sudão   África  

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