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11 Janeiro de 2019 | 19h25 - Actualizado em 14 Janeiro de 2019 | 09h56

RDC: Fayulu afirma que venceu eleições com 61 porcento de votos

Kinshasa - O opositor Martin Fayulu, oficialmente derrotado nas eleições presidenciais da República Democrática do Congo (RDC), afirmou nesta sexta-feira que venceu o pleito com 61 porcento de votos e anunciou que vai recorrer dos resultados diante da Corte Constitucional.

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RDC: Martin Fayulu, candidato presidencial da coligação da oposição Lamuka

Foto: António Escrivão

Segundo dados da sua coligação Lamuka, o candidato teria obtido 61 porcento dos votos frente aos 18 do também opositor Félix Tshisekedi, declarado vencedor pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) do país.

Martin Fayulu prometeu apresentar neste sábado um recurso diante do Tribunal Constitucional, que por sua vez disporá de uma semana para proclamar os resultados definitivos ou, inclusive, anular o processo eleitoral.

Segundo os resultados oficiais provisórios de 10 de Janeiro, Tshisekedi teria obtido 38,57 porcento dos votos.

Os números são questionados também pela influente Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO), entidade que afirma que os seus números - recompilados por mais de 40 mil observadores - também não correspondem com os divulgados pela CENI.

Já a União Europeia (UE) pediu nesta sexta-feira à CENI que publique as actas de contagem de cada colégio eleitoral a fim de apaziguar estas divergências, enquanto os Estados Unidos manifestam "um esclarecimento" à respeito.

A taxa de participação nestas esperadas eleições - realizadas em 30 de Dezembro com dois anos de atraso - ficou em 47,56  porcento, depois que mais de 18 milhões de congoleses foram às urnas.

Esta votação esteve marcada por vários erros técnicos, como problemas nas máquinas de votação e falta de nomes em algumas listas eleitorais, além de atrasos na abertura de colégios em redutos da oposição.

As eleições poderiam ser a primeira transferência de poder pacífica na RDC, o maior país da África Subsaariana, desde a sua independência em 1960.
 

Assuntos Eleições  

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