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28 Janeiro de 2019 | 16h39 - Actualizado em 28 Janeiro de 2019 | 16h39

ADI de São Tomé marca congresso ordinário para 30 de Março

São Tomé - O conselho nacional do Acção Democrática Independente (ADI), na oposição em São Tomé, marcou para 30 de Março o congresso ordinário do partido e ratificou uma comissão de gestão para preparar o evento, disse fonte partidária.

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Mapa de São Tomé e Príncipe

Foto: Divulgação

O porta-voz, Abenildo de Oliveira, disse aos jornalistas que o congresso vai aprovar um novo estatuto que os militantes esperam poder "definir regras claras de um partido democrático".

Patrice Trovoada, que há dois meses demitiu da presidência do partido, prometeu num vídeo enviado ao conselho nacional que não vai abandonar o ADI e deixou em aberto a possibilidade de concorrer à sua liderança.

"Eu estarei e continuarei sempre no ADI, veremos, depois da reestruturação, quais serão as propostas para o ADI, veremos se nessa altura eu apresentarei também uma moção de estratégia e verei nessa altura se eu serei candidato a presidência do partido", disse Patrice Trovoada.

Abenildo de Oliveira disse que para a liderança do partido "está tudo em aberto", não havendo candidatura exclusiva.

"A data do congresso já está marcada, e qualquer militante ou dirigente pode ser candidato", explicou.

Patrice Trovoada justifica que o seu afastamento da direcção do ADI foi porque "era aquilo que era necessário fazer depois de uma derrota eleitoral, depois de ter assumido, durante quatro anos a chefia do governo, depois de ter sido o rosto do ADI, do governo e da agenda de transformação".

"Era necessário tirar as consequências do resultado eleitoral e permitir que uma equipa dos nossos companheiros possa avançar com esse trabalho de reestruturação do partido até ao congresso", explicou.

Patrice Trovoada reconhece que até a realização deste conselho nacional, registaram-se dentro do partido "algumas peripécias", que consideram "estar ultrapassadas".

"Estou convencido de que depois dessas pequenas turbulências o ADI saiu mais forte

O conselho nacional do fim-de-semana foi, entretanto, dominado por exigências dos militantes de "um partido mais democrático".

Figuras destacadas do partido a definir o tipo ADI que pretendem depois do congresso marcado para 30 de Março.

"Esperamos que esse ADI que arranca hoje, seja na verdade, um ADI onde todos nós poderemos nos exprimir livremente, dar a nossa colaboração e participação muito activa", disse Álvaro Santiago, cujas declarações foram bastante ovacionadas.

Álvaro Santiago é visto no partido com pertencente a ala de tendência renovadora. Chegou a ser candidato a primeiro-ministro quando o ADI queria formar governo, mesmo com maioria simples, mas viu sua candidatura chumbada pelo então presidente do partido, Patrice Trovoada.

"A essência do ADI é de um partido democrático, e é isso que me faz acreditar que todos que estão cá presentes (no conselho nacional) acreditam num ADI democrático", referiu, acrescentando que "a longo destes anos, infelizmente não foi o que aconteceu".

Questionou, de seguida a comissão de gestão criada para gerir o partido até o congresso: "Quem foi que a propôs como comissão de gestão? Que órgão do ADI propôs essa comissão de gestão? Disse, propondo os militantes que "não podemos ratificar uma comissão sem que haja, de facto um proponente, nós acreditamos que ser democrático é ser transparente, é dizer as coisas com verdade", desafiou.

Pascoal Lombá é outro membro do conselho nacional, que desafiou os militantes a lutarem por um "ADI democrático onde todos possam falar, esbater ou propor alguma coisa".

"Depois de hoje, nunca mais o ADI será como foi o de ontem, é preciso devolver ao partido um estatuto que possa permitir o debate democrático e a funcionalidade de todos os órgãos eleitos", desafiou.

A data de 30 de Março foi escolhida por ser o mesmo período em que esta formação política.

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