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28 Janeiro de 2019 | 17h27 - Actualizado em 28 Janeiro de 2019 | 17h26

Manifestantes tentam organizar uma Primavera Árabe no Sudão

Cartum - O governo sudanês enfrenta desde 19 de Dezembro um movimento de protesto cujos manifestantes pretendem "reproduzir" no Sudão a "Primavera Árabe", segundo presidente Omar al-Bashir.

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Omar al-Bashir, presidente do Sudão

Foto: ASHRAF SHAZLY

Ao visitar o Egipto no domingo, o chefe de Estado sudanês acusou a imprensa de dar às manifestações populares mais dimensão do que já possuem.

"Não podemos negar que há um problema, mas não tem a amplitude e as dimensões dadas pela imprensa", disse aos jornalistas em companhia do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi.

Em 2011, vários países árabes foram abalados por revoltas populares, que provocaram o derrube dos presidentes Zine el Abidine Ben Ali na Tunísia, Hosni Mubarak no Egipto e Muammar Kadhafi na Líbia.

Noutros países, como a Síria, o Yémen e a Líbia estes movimentos geraram guerras ainda em curso.

O povo sudanês está "ciente" das "consequências negativas" das revoluções árabes de 2011, disse Bashir.

"Nós apreciamos bastante a posição do Egipto sobre esta crise", acrescentou.

Por sua vez, o estadista egípcio deu a conhecer que ambos os líderes abordaram várias questões ligadas à promoção da cooperação bilateral, particularmente no domínio económico".

Depois de uma deterioração das relações em 2017, o Egipto e o Sudão estão a ultrapassar as suas diferenças.

Em particular, o Sudão levantou em Outubro a proibição de importação de produtos provenientes do Egipto, imposta durante 17 meses.

O Sudão é assolado por manifestações quase diárias desencadeadas a 19 de Dezembro com a decisão do governo de triplicar o preço do pão.

De acordo com um balanço oficial, 30 pessoas morreram nestas manifestações. Mas as ONGs referem-se a pelo menos 40 mortos.

Novos protestos tiveram lugar domingo em vários bairros de Cartum e de Omdurman, a cidade vizinha da capital.

Assuntos Sudão  

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