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31 Janeiro de 2019 | 10h44 - Actualizado em 31 Janeiro de 2019 | 13h14

AI apela à investigação de ameaças contra activista moçambicana

Maputo - A Amnistia Internacional (AI) pediu nesta quarta-feira ao Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que investigue as ameaças que estão a ser feitas nas redes sociais contra uma activista do Centro de Integridade Pública (CIP), ONG moçambicana.

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Logotipo da Amnistia Internacional

Foto: Divulgação

"Apelamos às autoridades que investiguem de forma independente e imparcial as ameaças e intimidações contra Fátima Mimbire", lê-se numa carta divulgada pela AI.

As ameaças surgem pelo facto de Mimbire ser um dos rostos da campanha "Eu não pago as dívidas ocultas", que consiste na oferta de camisolas de manga curta com aquela frase e gravação de vídeos nas redes sociais, na Internet, contestando a negociação do Estado com os credores.

A activista disse à Lusa que há uma onda de informação nas redes sociais que a acusa de trabalhar na "desestabilização do país", numa tentativa de silenciar a acção do CIP.

Outras mensagens dizem que está a ser usada por estrangeiros para criar desentendimentos entre a sociedade moçambicana e os governantes, relatou.

A Amnistia Internacional apelou ainda para que Fátima Mimbire e outros colaboradores do CIP "recebam protecção adequada, de acordo com os seus desejos, para que possam continuar a trabalhar livremente, sem medo de represálias", lê-se na carta dirigida ao chefe de Estado.

Moçambique deve garantir que o direito à liberdade de expressão seja respeitado e protegido em Moçambique, conclui.

Uma investigação norte-americana revelou no início do mês que os empréstimos de cerca de dois mil milhões de euros a três empresas públicas moçambicanas de pesca e segurança marítima financiaram um esquema de enriquecimento de alguns suspeitos, com base em corrupção e branqueamento de capitais.

Assuntos Moçambique  

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