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08 Fevereiro de 2019 | 15h07 - Actualizado em 08 Fevereiro de 2019 | 16h54

PM de Cabo Verde espera solução pacífica da crise política na Venezuela

Praia - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse esperar uma "solução pacífica" e que as eleições presidenciais clarifiquem a crise política na Venezuela, noticiou hoje a imprensa cabo-verdiana.

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Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde

Foto: Rosário dos Santos

"Todo o esforço que for feito nesse sentido, todas as mediações que forem feitas para nós e para Cabo Verde serão benéficas para que se encontre uma solução pacífica", defendeu quinta-feira o chefe do Governo cabo-verdiano, à margem da apresentação pública da Carta de Política para a Mobilidade Eléctrica no país.

O governante disse que a posição de Cabo Verde é que se encontre a forma de normalizar a situação económica, social e política naquele país que passará por eleições, nomeadamente, as presidenciais.

Ulisses Correia e Silva disse também que há muito tempo que o Governo tem estado a dar o apoio necessário aos estudantes naquele país e, inclusive, alguns regressaram ao país com o apoio do Governo.

O primeiro-ministro disse que "não tem informações concretas" sobre o número de estudantes cabo-verdianos que ainda estão na Venezuela, mas garantiu que o executivo "estará sempre disponível" a dar todo o apoio a nível diplomático para aqueles que queiram regressar ao país.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos anti-governamentais desde 23 de Janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Assuntos Cabo Verde  

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