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07 Novembro de 2019 | 15h22 - Actualizado em 07 Novembro de 2019 | 16h09

Guiné-Bissau: Ministra Suzi Barbosa participa na cimeira extraordinária da CEDEAO

Bissau - A chefe da diplomacia do Governo de Aristides Gomes, Suzi Barbosa, já está no Níger para participar na cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para analisar a situação na Guiné-Bissau, anunciou o executivo, citado pela Lusa.

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Bandeira da Guiné-Bissau

Foto: Divulgação

A cimeira, que se realiza na sexta-feira, em Niamey, no Níger, foi convocada na sequência da demissão do Governo liderado por Aristides Gomes, saído das eleições legislativas de 10 de Março, pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, a menos de um mês da realização de eleições presidenciais, marcadas para 24 de Novembro.

Depois de demitir o Governo de Aristides Gomes, o Presidente guineense nomeou Faustino Imbali, do Partido de Renovação Social (PRS) primeiro-ministro e deu posse a um Governo liderado por Faustino Imbali e constituído por elementos do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), PRS e Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que alegaram uma nova maioria no parlamento.

A decisão, que fez aumentar a tensão política no país, foi condenada pelos parceiros internacionais da Guiné-Bissau, bem como pela CEDEAO, que tem mediado a crise política no país.

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de Março, que continua em funções.

Na quarta-feira, o representante da CEDEAO em Bissau, Blaise Dipló, afirmou que os membros do Governo de Faustino Imbali tinham 48 horas para se demitirem, caso contrário sofrerão "sanções pesadas" por parte da organização.

A Lusa questionou a Presidência guineense sobre a presença de José Mário Vaz na cimeira, mas a fonte contactada disse não ter ainda essa informação confirmada.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de Novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de Dezembro.

A campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, começou no sábado e termina no dia 22 de Novembro.

Assuntos Guiné-Bissau  

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