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07 Novembro de 2019 | 10h13 - Actualizado em 07 Novembro de 2019 | 14h07

Guiné-Bissau: Presidente Mário Vaz dá ultimato à CEDEAO

Bissau - O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, exigiu nesta quarta-feira, em Bissau, do governo do primeiro-ministro Aristides Gomes a deixar os ministérios dentro de 24 horas.

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Guiné Bissau: Presidente José Mário Vaz em campanha eleitoral (Arquivo)

Foto: Nelson Malamba

O ultimato segue-se ao que a CEDEAO fez, ao dar 48 horas ao governo “ilegal” de Faustino Imbali, nomeado pelo chefe de Estado, de demitir-se.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu esta terça-feira, 06 de Novembro, um "último apelo" ao Governo de Faustino Imbali, nomeado na semana passada pelo presidente cessante, José Mário Vaz.

A continuação do braço-de-ferro entre Mário Vaz e o primeiro-ministro Aristides Gomes, apoiado pela comunidade internacional, faz temer um adiamento da eleição presidencial, aprazada para o dia 24 de Novembro, e que deve pôr termo formalmente ao mandato do actual chefe de Estado, no poder desde 2014.

Terça-feira, o Conselho Nacional de Defesa convocado por Mário Vaz recebeu “ instruções para formar uma força conjunta e facilitar os membros do governo de Faustino Imbali o acesso às instituições do Estado.

Quarta-feira, Aristides Gomes declarou à imprensa que a referida reunião era ilegal, já que o seu governo “legítimo” não participou dela, acusando o Presidente da República de protagonizar uma tentativa de golpe de Estado.

Concomitantemente, o representante da CEDEAO em Bissau, Blaise Diplo, alertou para qualquer iniciativa que visa comprometer as próximas eleições presidenciais, prometendo sanções aos recalcitrantes.

 A CEDEAO reúne-se extraordinariamente sexta-feira, 08, em Niamey, Níger, para estudar as sanções a serem aplicadas contra o chamado “governo ilegítimo” de Faustino Imbali.

A 1 de Novembro, o Conselho de segurança da ONU apelou ao respeito da data da eleição presidencial na Guiné-Bissau, rejeitando a demissão do governo pelo Presidente Mário Vaz.

Além da CEDEAO, a União Africana (UA) e a União Europeia (UE) condenaram a posição de Mário Vaz.

A campanha eleitoral iniciou sábado, 02 de Novembro, e termina a 22 do mesmo mês, envolvendo Mário Vaz, 62 anos, mais 11 candidatos, dos quais Domingos Simões Pereira, apoiado pelo partido histórico PAIGC.

Assuntos Guiné-Bissau  

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