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12 Dezembro de 2019 | 19h20 - Actualizado em 12 Dezembro de 2019 | 19h20

Combate à corrupção e melhorias na governação são centrais na Guiné Equatorial

Washington - O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que o combate à corrupção e as melhorias na governação serão um elemento central no programa de assistência financeira em preparação para a Guiné Equatorial.

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Bandeira da Guiné Equatorial

Foto: Divulgação

"No caso da Guiné Equatorial, os elementos sobre a governação e o combate à corrupção serão uma parte muito importante do programa que o conselho de administração do FMI vai analisar quando se reunir, o que ainda não aconteceu", disse Gerry Rice em resposta aos jornalistas durante a conferência de imprensa quinzenal.

"O Governo da Guiné Equatorial comprometeu-se a aplicar uma estratégia nacional de combate à corrupção e melhorar a governação, e isso será um elemento central de qualquer programa que vá para a frente", acrescentou o porta-voz, respondendo a uma questão sobre a reacção do FMI às críticas de vários grupos da sociedade civil que pedem ao Fundo que rejeite o pedido de assistência financeira feito por Malabo.

"Nós somos requisitados para trabalhar com qualquer um dos nossos 189 Estados-membros e tentamos trabalhar com eles independentemente das difíceis circunstâncias de cada um", disse.

"O FMI dá grande atenção às questões da governação e da corrupção, como se vê em várias partes dos nossos programas, marcados pelo cumprimento das leis relativamente à transparência internacional, combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, entre outros", afirmou.

O secretário de Estado das Finanças da Guiné Equatorial disse no princípio do mês à Lusa que o FMI deverá, em Dezembro, aprovar um pacote de ajuda financeira num valor que ronda os 600 milhões de dólares.

"Dentro do programa financeiro de apoio às economias da África Central, o FMI irá reforçar e apoiar as receitas do Estado, e dentro desse programa de apoio às finanças e despesa pública o FMI vai dar um empréstimo de cerca de 600 milhões de dólares", disse Rafael Tung Nsue Bilogo, que é também o conselheiro financeiro do Presidente da República equato-guineense, Teodoro Obiang, no poder há 40 anos.

As declarações de Rafael Bilogo surgiram depois de o ministro das Finanças ter dito que esperava um apoio do FMI na ordem dos 700 milhões de dólares e de o porta-voz do FMI ter afirmado, numa conferência de imprensa, que o valor do programa deveria ficar aquém dos 300 milhões de dólares.

A Lusa questionou hoje novamente o porta-voz do FMI sobre estes diferentes valores, mas não teve resposta.

A Guiné Equatorial, país com cerca de um milhão de habitantes, é acusada por várias organizações da sociedade civil de constantes violações dos direitos humanos e perseguição a políticos da oposição.

Este país africano faz parte, desde 2014, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Assuntos Guiné-Equatorial  

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