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10 Março de 2019 | 11h49 - Actualizado em 10 Março de 2019 | 11h49

Guineenses votam pela estabilidade

Bissau (Dos enviados especiais) - Os guineenses afluem, desde as primeiras horas deste domingo (10), às assembleias de voto para elegerem os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular.

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Guineenses votam pela estabelidade

Foto: Nelson Malamba

Estas são as sextas eleições legislativas, que podem constituir uma oportunidade para alicerçar o processo de estabilidade político em curso no país.

Espera-se que os resultados dessas legislativas, aguardadas com grande expectativa, coloquem o país no caminho do crescimento, desenvolvimento e indiquem os candidatos às presidenciais, que poderão ocorrer provavelmente ainda este ano.

A afluência às assembleias de voto está a ser feita de forma ordeira, num processo acompanhado com um forte dispositivo de segurança, fundamentalmente na capital do país, Bissau.

A campanha eleitoral foi bastante efusiva e coincidiu com a festa de carnaval.

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné (PAIGC), Domingos Simões Pereira, pediu o voto e a maioria absoluta nas eleições deste domingo.

Este político, com créditos ao nível da comunidade internacional, disse estar confiante na maioria absoluta nas eleições legislativas.

 “A maioria absoluta vai ser nossa”, prometeu o líder do PAIGC na região de Gabu, que os analistas consideram ser decisiva para o resultando final das sextas legislativas.

Em contra ponto, Braima Camará, coordenador do Movimento para Alternância Democrática (MODEM), também acredita na maioria absoluta do seu partido.

Criado a partir de uma divisão no PAIGC, o MODEM é uma força política nova fundada por dirigentes que estão há muito tempo na política e, por isso, Braima Camará coloca a fasquia elevada.

Para o político, é uma prova de que o povo da Guiné- Bissau quer mudança. “Chegou a hora”, exprimiu, numa acção de encerramento de campanha em Bafatá, no centro Leste do país, de onde é natural.

Entre os partidos, existem os que se destacaram durante a campanha eleitoral com projectos concretos de governação e outros não apresentaram quase projectos viáveis.

À partida, esses últimos correm o risco de “desaparecerem” da Assembleia Nacional, não elegendo nenhum deputado, ou seja, está aberto o cenário de um partido conseguir a maioria absoluta e criar novas alianças que garantam um sustento político forte que não tinha acontecido antes.

Entretanto, analistas entendem que, independentemente de quem ganhar essas eleições, a principal tarefa do próximo governo é garantir estabilidade política, uma das principais aspirações de todos os guineenses, quer internamente, quer na diáspora.

“É preciso, neste momento, passar a fase da crise política que vem do golpe de Estado de 2012”, sustenta o analista Raul Braga Pires.

O pleito em que concorrem 21 forças políticas decorre sob o olhar de observadores internacionais.

A Guiné-Bissau, a primeira ex-colónia a ver a sua independência reconhecida por Portugal, em Setembro de 1974, tem sido assolada por sucessivas crises políticas, as últimas das quais em 2015, quando o actual Presidente, Mário Vaz, demitiu o líder do PAIGC, então primeiro-ministro.

Em 2014 e 2015, houve nesse país a nomeação de sete primeiros-ministros, mas os militares sempre se mantiveram nos quartéis.

Hoje, a Guiné-Bissau está longe de ser um país independente economicamente. Está absolutamente dependente do estrangeiro.

As últimas eleições legislativas, de 13 de Abril de 2014 foram ganhas pelo PAIGC, partido que liderou o processo de independência do país, conquistando 57 lugares na Assembleia Popular.

Seguiram-se o Partido de Renovação Social (PRS) com 41 lugares, Partido da Convergência Democrática (PCD) (2), Partido para a Nova Democracia (PND) e União Para a Mudança (um deputado cada), totalizando 102 lugares que compõem a Assembleia Popular.

Guiné-Bissau por dentro

A Guiné-Bissau, antiga colónia Portuguesa, fica situada na Costa Ocidental de África, banhada pelo Oceano Atlântico. Faz fronteira com o Senegal (ao Norte) e Guiné Conacry (ao Sul).

As principais cidades são Bissau, a capital, Bafatá, Gabu, Cacheu, Bolama e Mansoa.

Em 1974, o governo da Guiné-Bissau passava a ter na liderança Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, o líder da revolta guineense assassinado em 1973. 

A Guiné-Bissau depende fortemente da agricultura e da pesca (cerca de 62 por cento do PIB). O preço das castanhas de cajú aumentou e hoje o país encontra-se em sexto na produção mundial desse produto.

O país exporta peixe, marisco, amendoim, semente de palma e produtos de actividades extractivas florestais. O turismo é, também, uma aposta crescente do país.

A Guiné-Bissau é também conhecida pelos seus parques nacionais e pela vida selvagem. O arquipélago dos Bijagós, arborizado e pouco povoado, é reserva da biosfera protegida. A ilha principal, Bubaque, faz parte do parque nacional de Orango, um habitat de hipopótamos de água salgada.

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