Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

13 Abril de 2019 | 02h43 - Actualizado em 14 Abril de 2019 | 13h47

Argélia: Manifestantes seguem mobilizados exigindo mudança

Argel - Uma multidão de pessoas voltou a marchar, neste final de semana, no centro de Argel, para se opor a uma transição e organização das eleições por membros do antigo regime do ex-presidente Abdelaziz Bouteflika.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Bandeira da Argélia

A mobilização na capital argelina aconteceu de forma pacífica, mas com uma certa tensão no ambiente, que acabou desatando confrontos com a polícia e causando vários feridos e danos materiais.

Não foi possível estimar o número de manifestantes. No início da tarde de sexta-feira, uma densa multidão encheu as ruas do centro da cidade.

Nenhum incidente foi relatado no resto do país, onde a agência de notícias oficial APS relatou manifestações de diversas considerações em 42 das 48 regiões.

À noite, no final da marcha em Argel, a polícia atirou gás lacrimogéneo para dispersar uma centena de pessoas.

Segundo a polícia, que atribuiu a violência a "manifestantes infiltrados", 27 polícias ficaram feridos, quatro deles gravemente, e 108 pessoas foram presas. Houve manifestantes com ferimentos leves, nos tumultos causados pelo gás lacrimogéneo, segundo jornalistas da AFP.

Após a renúncia a 02 de Abril de Bouteflika, o movimento popular exige agora a saída de Abdelkader Bensalah, de 77 anos, figura do sistema dos últimos 20 anos de governo. De acordo com as disposições da Constituição, Bensalah foi nomeado presidente interino e deve organizar uma eleição presidencial dentro de 90 dias.

Nas redes sociais, os chamados a se manifestar voltaram nos últimos dias sob o lema "fora todos".

Os manifestantes estimam que as estruturas e personalidades que sustentaram Bouteflika não podem garantir eleições livres e temem fraudes para manter o "sistema" no poder.

O governo de transição planeia continuar com o processo previsto pela Constituição: a eleição de um novo presidente no prazo de 90 dias e marcou a votação para 4 de Julho. Os manifestantes e a sociedade civil pedem a criação de instituições dedicadas a uma verdadeira transição política.

"O povo é maior que a Constituição", dizia o cartaz de um manifestante.

A polícia de choque tentou esta manhã dispersar os manifestantes na Praça do Grande Poste, o epicentro dos protestos há 8 semanas, mas os manifestantes, em maior número, terminaram por cercar os agentes e fizeram com que deixassem o local.

Assuntos Política  

Leia também
  • 14/04/2019 11:40:19

    RCA: Portugal lidera missão internacional que já treinou 3.700 militares

    Bangui - Portugal lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que envolve 12 países, e que procura reestruturar e dar mais capacidade às Forças Armadas do país, tendo já treinado 3.700 militares.

  • 13/04/2019 05:52:55

    Sudão: Manifestantes comemoram após demissão do chefe da junta militar

    Cartum - No dia seguinte da destituição de Omar Al-Bashir do poder no Sudão, o chefe da junta militar de transição que dirigia o país renunciou sexta-feira e nomeou outro militar para sucedê-lo, uma decisão que foi recebida com alegria pelos manifestantes em Cartum.

  • 13/04/2019 04:36:55

    Sudão: Novo líder da junta militar toma posse para dirigir transição

    Cartum - O novo líder da junta militar do Sudão, Abdul Fatah al Burhan, constituído quinta-feira última para dirigir o país, após a destituição do presidente Omar al Bashir, tomou posse na noite desta sexta-feira, depois de ter sido nomeado pelo seu antecessor, Awan bin Aur, que esteve no cargo apenas 24 horas.

  • 13/04/2019 02:50:21

    Quénia: Supostos islamitas sequestram dois médicos cubanos

    Nairobi - Homens armados, supostos islamitas do grupo somali Al-Shabab, sequestraram dois médicos cubanos e mataram o polícia responsável pela sua protecção, na sexta-feira (12), em Mandera, uma cidade do nordeste do Quénia, na fronteira com a Somália, noticiou à AFP.