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13 Abril de 2019 | 02h50 - Actualizado em 13 Abril de 2019 | 02h50

Quénia: Supostos islamitas sequestram dois médicos cubanos

Nairobi - Homens armados, supostos islamitas do grupo somali Al-Shabab, sequestraram dois médicos cubanos e mataram o polícia responsável pela sua protecção, na sexta-feira (12), em Mandera, uma cidade do nordeste do Quénia, na fronteira com a Somália, noticiou à AFP.

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"Hoje, por volta das 9h locais (07h em Angola), supostos membros do Al-Shabab sequestraram dois médicos cubanos no hospital em Mandera", declarou o governador de Mandera, Ali Roba, num comunicado.

O porta-voz da polícia queniana, Charles Owino, disse em conferência de imprensa, em Nairobi que os dois homens, escoltados por dois polícias, dirigiam-se para o trabalho no período da manhã quando o seu veículo foi bloqueado por dois carros SUV.

Os sequestradores mataram um dos dois polícias e "conseguiram sequestrar os dois médicos e cruzar a fronteira (da Somália) com eles", acrescentou o porta-voz. O motorista do veículo que transportava os médicos foi preso e interrogado.

"As forças de segurança perseguem os agressores", concluiu.

O Ministério da Saúde Pública cubano informou num comunicado lido na emissora estatal que "foram estabelecidos imediatamente canais de comunicação com as autoridades do Quénia para atender esta situação, enquanto se mantêm informados os familiares dos colaboradores aqui em Cuba. Da mesma forma, foi constituído um grupo de trabalho governamental".

Um oficial da polícia de Mandera disse à AFP que "pela forma como agiram e o facto de que se dirigiram para a fronteira com a Somália, acreditamos que os sequestradores são do Al-Shabab".

O governador de Mandera apresentou as suas condolências à família do polícia morto, "quando protegia a vida dos nossos médicos cubanos".

Os dois médicos, um generalista e um cirurgião, fazem parte de um grupo de 100 médicos cubanos destacados no Quénia, desde meados de 2018, para fortalecer o serviço de saúde do país.

Em Novembro, uma voluntária de uma ONG italiana foi sequestrada num vilarejo, no sudeste do Quénia, por um grupo armado que atirou nos moradores e feriu cinco pessoas. Ela ainda não foi encontrada.

Os sequestros de estrangeiros não são muito comuns no Quénia, mas podem ter um efeito devastador no importante sector do turismo.

Vários sequestros no litoral em 2011 foram marcados pela morte de um britânico e pelo sequestro da sua esposa. Algumas semanas depois, uma mulher francesa foi sequestrada em sua casa no arquipélago de Lamu.

Pouco depois, membros do Al-Shabab sequestraram dois trabalhadores humanitários espanhóis no campo de refugiados de Dabaab, perto da fronteira somali.

Desde 2011, o Exército queniano participa da Missão da União Africana na Somália (Amisom), que luta contra o Al-Shabab, afiliado da Al-Qaeda.

O Al-Shabab vem tentando desde 2007 derrubar o instável governo central da Somália.

Assuntos Política  

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