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28 Abril de 2019 | 17h20 - Actualizado em 28 Abril de 2019 | 20h18

Boko Aram volta a matar nos Camarões

Yaoundé - Cinco mortos é o balanço de um novo ataque do grupo terrorista Boko Aram, na noite sábado último, no norte de Camarões, o que eleva para mais de 50 o número de vítimas mortais em atentados organizados pelo grupo terrorista no país, no mês de Abril.

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O último ataque ocorreu na Ilha de Kofia, que localizado no Lago Chade, segundo informou à agência noticiosa espanhola Efe uma fonte de segurança de Camarões.

Este foi o sétimo atentado dos jihadistas no mês em curso, desta vez no extremo norte de Camarões, uma região cada vez mais visada pelos terroristas do Boko Haram.

Um levantamento feito pela Efe mostra que 50 pessoas morreram apenas nos sete ataques realizados pelo grupo em Abril.

"Os ataques multiplicaram-se ao longo deste mês devido a certo relaxamento das tropas camaronesas", disse à Efe um especialista em segurança camaronês, Youssouf Paguain.

O governo dos Camarões decidiu reforçar, nos últimos meses, a presença militar nas duas regiões anglófonas do oeste do país, onde os conflitos entre grupos armados separatistas se intensificaram.

Para o analista, a medida deixou o norte do país aberto para o crescimento da insurgência jihadista, que tenta criar um país de orientação islâmica na Nigéria, englobando áreas que pertencem a Camarões, Chade e Níger no perímetro do Lago Chade.

Desde 2013, quando o Boko Haram começou a actuar nos Camarões, mais de 200 mil pessoas deixaram as suas casas, sobretudo no norte do país.

Uma delegação integrada por representantes da ONU e da União Europeia (UE) visitou a região e pediu à comunidade internacional para tomar medidas urgentes para travar a expansão do Boko Haram.

"Avaliamos as dificuldades da população e a situação é preocupante. São necessárias soluções rápidas e eficazes", disse o representante especial da ONU, Louceiny Fall.

O Boko Haram já deixou mais de 20 mil vítimas desde 2009 na Nigéria. Nos Camarões, o número de mortos chega a três mil.

Uma força conjunta, formada por militares de Nigéria, Níger, Camarões e Chade, enfraqueceu consideravelmente o grupo, mas os terroristas continuam a realizar ataques contra áreas sensíveis dos quatro países, como escolas e mercados.

Assuntos Atentados   Camarões  

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