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16 Maio de 2019 | 16h19 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 16h19

Tunísia: ONU exige libertação de seu responsável detido no país

Túnis - A Organização das Nações Unidas (ONU) exige a libertação do seu representante, Moncef Kartas, detido há mais de sete semanas, no quadro de inquéritos da unidade tunisina de luta contra o terrorismo.

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Bandeira da ONU

Foto: Foto divulgação

Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, citado pelo centro de informações onusino, a detenção de Kartas e o seu julgamento "constituem uma violação flagrante das regalias e da imunidade de que ele beneficia".

As Nações Unidas pedem oficialmente à Tunísia "a libertação imediata de Kartas e o abandono das acusações contra si.

Kartas é membro do Comité de Peritos de Controlo de Sanções da ONU, incluindo o embargo sobre as armas na Líbia que representa o seu relatório às Nações Unidas, acrescentou.

O caso remonta a Março último, quando o porta-voz do centro judiciário de luta contra o terrorismo na Tunísia, Sofiane Slitti, afirmou a 29 do mesmo mês, que dois tunisinos, dos quais Moncef Kartas, haviam sido retidos no aeroporto de Túnis.

O caso vinha a ser controlado desde 2018, tendo dado lugar à abertura de inquéritos judiciais, deu a conhecer.

Fontes de segurança tunisinas indicam que Kartas foi preso no âmbito de investigações sobre a existência de uma rede de "espionagem activa em vários países árabes, incluindo a Tunísia, a favor de um país e de uma organização na Europa".

Segundo as fontes, equipamentos audiovisuais e de escuta muito sofisticados foram apreendidos e dois apartamentos, em Túnis.

Entre os equipamentos apreendidos figuram aparelhos de intercepção de comunicação telefónica, outros para criar interfências nas telecomunicações e outros ainda para interceptar telecomunicações para a segurança e as forças armadas.

As mesmas fontes adiantam que Kartas também foi preso por possuir um passaporte tunisino e ser objecto de acusações graves atinentes à segurança do Estado.

Além disto, ele dirige também uma empresa paralelamente às suas funções onusinas e dá conselhos em matéria de segurança na Tunísia e na África do Norte, com base em contratos assinados com organizações estrangeiras e americanas, acrescentaram as fontes.

Assuntos Política  

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