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22 Maio de 2019 | 18h08 - Actualizado em 24 Maio de 2019 | 16h18

Cyril Ramaphosa tem mais um mandado de cinco anos como presidente da África do Sul

Cidade do Cabo - Cyril Ramaphosa terá mais um mandato de cinco anos à frente da África do Sul, após ser eleito nesta quarta-feira como presidente, enquanto o seu partido - o Partido Nacional Africano (ANC) - obteve a sua pior pontuação desde 1994 quando o regime do Apartheid foi derrotado.

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Matamela Cyril Ramaphosa, presidente reeleito da África do Sul

Foto: Ntswe Mokoena/ Organização dos Brics

As eleições aconteceram a oito deste mês, tendo o ANC conseguido 57,5 porcento, mas manteve a maioria absoluta da Câmara Baixa, com 230 dos 400 assentos.

Ramaphosa, de 66 anos, dirige a África do Sul desde a renúncia forçada, em Fevereiro de 2018, de Jacob Zuma, por suspeitas de corrupção.

"Eu declaro Cyril Ramaphosa devidamente eleito presidente da República da África do Sul", disse o presidente do Tribunal Constitucional, Mogoeng Mogoeng, quando confirmava o triunfo de Ramaphosa.

O presidente eleito, que deverá anunciar o seu novo governo nos próximos dias, prometeu limpar o partido e o Estado da corrupção e reaviver a economia da maior potência industrial do continente africano.

Muito formal, a sessão de posse da Assembleia Nacional começou nesta quarta-feira com uma reviravolta dramática.

Várias personalidades do governo e do ANC não prestaram juramento como deputados.

O vice-presidente do país, David Mabuza, pediu o adiamento da sua posse "após a divulgação de um relatório da Comissão de Ética do ANC, que suspeita que ele tenha prejudicado a integridade" do partido, explicou a legenda.

A actual ministra do Meio Ambiente, Nomvula Mokonyane, e o ex-ministro das Finanças, Malusi Gigaba, próximo ao ex-presidente Zuma, desistiram definitivamente dos seus cargos como deputados.

A decisão de David Mabuza levantou especulações sobre se permaneceria como vice-presidente da África do Sul.

"O facto de (David Mabuza) ser vice-presidente do ANC não garante a ele o cargo de vice-presidente da República", estimou Zizi Kodwa, um porta-voz do ANC.

"Esta é uma reviravolta espectacular", reagiu o principal partido de oposição, a Aliança Democrática (DA), por meio do seu líder parlamentar, John Steenhuisen. "É um sinal claro de que algo está acontecendo dentro do ANC".

Cyril Ramaphosa, que terá mais um mandato de cinco anos, assumiu a liderança do ANC no final de 2017. Desde então, procurou consolidar a sua autoridade sobre todo partido, onde os defensores do seu antecessor ainda têm influências.

Durante a campanha eleitoral, Ramaphosa reafirmou a sua determinação "de fazer com que os condenados por corrupção (...) não sejam autorizados a ocupar cargos de responsabilidade dentro do ANC, no parlamento ou no governo".

David Mabuza e Nomvula Mokonyane são suspeitos de corrupção.

"Mokonyane e Gigaba fora do parlamento, e Mabuza que ainda não prestou juramento", resumiu o analista Daniel Silke.

"Uma remodelação significativa de Ramaphosa está em andamento, não apenas para restaurar a credibilidade, mas também para estabelecer a sua autoridade", disse ele.

Cyril Ramaphosa prestará juramento de posse no sábado numa cerimónia a decorrer num estádio de futebol da cidade de Pretória, que reunirá milhares de pessoas.

Assuntos Eleições  

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