Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

22 Maio de 2019 | 08h41 - Actualizado em 23 Maio de 2019 | 15h22

Embaixadores africanos em Angola debatem os 56 anos da UA

Luanda - A Organização de Unidade Africana (OUA), fundada a 25 de Maio de 1963, em Addis Abeba, Etiópia, e transformada em União Africana (UA), em 2001, em Lomé, Togo, comemora sábado (25) 56 anos de existência.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Sede da União Africana na Etiópia

Foto: Pedro Parente

Por João Gomes Gonçalves/ Angop
 

Passadas quase seis décadas, a organização Panafricana continua a enfrentar problemas ligados ao desenvolvimento, migração e fuga de cérebros, governação e pobreza.


    
Para saudar a data, a Rádio Nacional de Angola (RNA) convidou os embaixadores da Argélia, Congo-Brazzaville, Côte d’Ivoire, Gabão, Mali e Ruanda , para analisar o funcionamento e desafios da organização. 
 
 

Instado a pronunciar-se sobre o estado do continente, o embaixador da Argélia em Angola, Larbi Latroch, apontou a pobreza, a insegurança e a má governação como os principais males que entravam o progresso.
 

“Se combatermos a pobreza com base na Agenda 2063 é possível conseguirmos a integração africana”, disse.
 

A agenda 2063 da Comissão da União Africana define o quadro estratégico comum para o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável.
 
O diplomata da Côte d’Ivoire, Désiré Bosson Assamai, disse que apesar dos vários desafios constantes da Agenda 2063, os estados membros da UA devem definir prioridades de execução dos seus projectos.
 
Por seu turno, Emille Mziengui, representante diplomático do Gabão em Angola, corrobora da ideia dos seus colegas, e, para tal, sugere a construção de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e aéreas, sem descurar as novas tecnologias de informação.
 
Ainda a este propósito, Alfred Kalisa, chefe da Missão diplomática do Ruanda, advogou a elaboração de estratégias conjuntas que permitam o rápido crescimento das economias dos países.
 
“Sempre existiram agendas, mas pecam porque nunca foram executadas. As matérias-primas sempre existiram, mas não são transformadas”, afirmou, aconselhando mudança de comportamento.
 
A ideia foi corroborada pelos homólogos do Mali, Diamou Keita, e do Congo-Brazzaville, Vinicent Muanda.
 
Quanto aos cidadãos que migram para o Ocidente, os diplomatas africanos atribuíram o fenómeno à falta de atenção dos governos africanos.
 
“Os jovens migram por razões políticas, económicas e de saúde”, frisou Vincent Muanda.
 
Por seu turno, o diplomata ruandês, Alfred Kalisa, apontou o facto de os Estados africanos gerirem mal os quadros formados no exterior.
 
Como os Estados não podem garantir empregos a todos os jovens, prosseguiu Kalisa, os governos devem incentivar o empreendedorismo no seio dos jovens. 
 
Em 2000, em Cotounou (Benin), os países africanos assinaram acordos de cooperação chamados ACP Caraíbas-UE, mas que funcionam debilmente. 
 
Do ponto de vista dos diplomatas, os acordos são desequilibrados e devem ser renegociados.
 
Os diplomatas africanos divergiram quanto ao lançamento da Zona de Comércio.
 
O embaixador da Cote d’Ivoire, por exemplo, acha que enquanto os países membros da UA continuarem a expulsar os migrantes africanos dos seus Estados, dificilmente haverá livre circulação de pessoas e bens.


Já os diplomatas do Mali, da Argélia e do Ruanda defendem que o processo (lançamento da Zona de Comércio) deve continuar e culminar com a integração.


África, com 30.370.000 quilómetros quadrados, tem uma população estimada em 1,2 mil milhões de habitantes.

Assuntos África  

Leia também
  • 22/05/2019 08:29:55

    UA: A importância e os desafios de uma Zona de Comércio Livre Africano

    Luanda - A menos que haja uma alteração de última hora, a União Africana procede, à 30 de Maio corrente, ao lançamento oficial da Zona de Comércio Livre (ZCL) africano, adoptado em Março de 2018, em Kigali, Ruanda.

  • 15/05/2019 05:53:02

    Moçambique: Governo vai pedir aos doadores 2,8 mil ME para reconstrução

    Maputo - O Governo moçambicano vai apresentar aos doadores um pedido de ajuda de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para a reconstrução das áreas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, anunciou terça-feira o Executivo.

  • 15/05/2019 02:22:23

    ONU preocupada com entrada de armas na Líbia

    Nova Iorque - O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou-se ?profundamente preocupado? com informações segundo as quais armas continuam a entrar na Líbia, num clima de confrontos pelo controlo de Tripoli.