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22 Maio de 2019 | 12h08 - Actualizado em 22 Maio de 2019 | 20h44

Sudão do Sul: Presidente ameaça mandar disparar contra potenciais manifestantes

Juba - O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, ameaçou mandar disparar contra quem participar em protestos contra o governo, depois de activistas terem convocado várias manifestações semelhantes às do vizinho Sudão, informou a Lusa.

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Salva Kiir: Presidente do Sudão do Sul (arquivo)

Foto: ASHRAF SHAZLY

Falando num discurso em que apresentava umas instalações que vão permitir a melhoria da ligação do país à internet, Kiir apontou que as manifestações de jovens contra o executivo podem "levar à morte de alguns deles, caso o Governo decida usar armas automáticas".

Salva Kiir indicou que não vai permitir "o caos entre o país e o exterior" e acusou activistas estrangeiros de incentivarem a convocação destes protestos.

As ameaças surgem uma semana depois de grupos de activistas terem convocado, sem êxito, manifestações na capital sul-sudanesa, Juba, através das redes sociais.

A iniciativa foi semelhante ao que aconteceu no Sudão, onde manifestações de vários sindicatos levaram ao derrube do então presidente, Omar al-Bashir, em Abril.

Os protestos em Juba fracassaram, devido ao  destacamento do Exército e da Polícia nas ruas da capital na passada quinta-feira.

De acordo com os activistas, as forças de defesa e segurança detiveram muitos jovens  convocados através das redes sociais.

No seu discurso, Salva Kiir acrescentou que "os jovens têm de evitar o mau uso das redes sociais", pedindo que não sigam os activistas que, no estrangeiro, os incitam a manifestar-se.

O Sudão do Sul, com maioria de população cristã, obteve a sua independência ao separar-se do Norte árabe e muçulmano em 2011, mas a partir do final de 2013 o país entrou num conflito civil, provocado pela rivalidade entre o presidente, Salva Kiir, e o seu então vice-presidente, Riek Machar.

As partes formaram um governo de unidade nacional em 2016, que caiu poucos meses após a formação devido a um reinício da violência, tendo essa sido a primeira tentativa de pacificação do jovem país africano.

O acordo para a criação de um governo unitário com os rebeldes, aprovado em Setembro, foi o mais recente de uma série de acordos entre o executivo de Salva Kiir e os rebeldes liderados por Machar desde o início de uma guerra civil, em 2013.

Em cinco anos de conflito, estima-se que este tenha provocado a morte de 400.000 pessoas e levado a que quatro milhões ficassem deslocadas.

Assuntos Sudão do Sul  

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