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13 Junho de 2019 | 11h22 - Actualizado em 13 Junho de 2019 | 11h27

Desaparecimento de crianças exige reflexão, diz governante cabo-verdiano

Praia - O ministro da Administração Interna cabo-verdiano, Paulo Rocha, admitiu nesta quarta-feira que o desaparecimento de pessoas, particularmente de crianças, obriga a uma reflexão profunda sobre a complexidade deste tipo de crime.

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Cabo Verde: Vista parcial da Cidade da Praia

Foto: Lucas Neto

No início da primeira sessão parlamentar deste mês, o ministro afirmou que estão conscientes de que a sociedade cabo-verdiana se preocupa cada vez mais com um outro tipo de criminalidade, cuja prevenção estritamente policial é difícil, exigindo-lhe efectivamente reacção qualificada, isto é, qualidade na capacidade investigativa.

Sublinhou que situações como o desaparecimento de crianças “exige mais das autoridades, mais da polícia de investigação, mais do Ministério Público, mais dos cidadãos e muito mais da classe política”.

A 03 de Fevereiro de 2017, duas crianças que terão agora 10 e 12 anos desapareceram na cidade da Praia, após saírem de casa para comprar açúcar, caso que abalou a sociedade cabo-verdiana.

Em relação aos homicídios, o governante indicou uma tendência “estável” em relação ao ano passado, verificando-se o mesmo número de casos do que nos primeiros cinco meses de 2018.

Em 2018 registou-se uma redução na ordem dos 37%, equivalente a menos um caso que em 2017, ano em que a redução havia já sido de 39%, equivalente a 39 homicídios.

Segundo Paulo Rocha, registou-se “uma diminuição de ocorrências em 2019 superior a 20% em relação ao período homólogo, em cinco das nove ilhas do país, em 13 dos 22 concelhos”.

“As ilhas do Sal, da Boavista, de São Vicente, bem como os concelhos da Praia, Santa Cruz, Santa Catarina, São Miguel, Tarrafal de São Nicolau e São Salvador do Mundo são exemplos claros de uma redução, que vai deixando de poder ser considerada de circunstancial”, frisou.

Assuntos Cabo Verde  

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