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12 Junho de 2019 | 17h24 - Actualizado em 13 Junho de 2019 | 09h53

Manifestantes no Sudão suspendem campanha de desobediência civil

Cartum - A normalidade voltou lentamente nesta quarta-feira a Cartum depois que os líderes do protesto democrático no Sudão concordaram em interromper a campanha de desobediência civil e regressar as negociações com o Conselho Militar.

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Bandeira do Sudão

Foto: Foto divulgação

Apesar da reabertura de algumas lojas e a circulação dos transportes públicos, muitos habitantes da capital sudanesa preferiam permanecer nas sua residências devido a presença maciça de militares armados nas ruas.

Depois de três dias de paralisação quase total na capital, um representante da equipa de mediadores da Etiópia anunciou na terça-feira que ambas as partes decidiram voltar à mesa de negociações.

"A Aliança para a Liberdade e Mudança acordou interromper a desobediência civil a partir de hoje", anunciou o mediador etíope, Mahmud Drir.

"Ambas as partes também acordaram retomar logo as discussões" sobre a transferência do poder para uma administração civil, acrescentou.

O movimento de protesto afirmou em comunicado que está em contacto com pessoas para "retomar o trabalho na quarta-feira". O mediador etíope explicou que "em um gesto de boa vontade" os militares aceitaram "libertar todos os presos políticos".

Na terça-feira à noite, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou firmemente a violência no Sudão e pediu ao Conselho Militar e ao movimento de protesto que trabalhassem juntos para encontrar uma solução para a crise.

Os protestos no Sudão começaram em Dezembro, quando o preço do pão triplicou e, na sequência, evoluiu para um movimento político. Após a destituição do presidente Omar Al-Bashir efectuado por militares no dia 11 de Abril, milhares de manifestantes que s encontravam  acampados em frente ao quartel-general do exército recusaram-se a deixar o local, passando a exigir a transferência de poder para os civis.

Desde três de Junho, a repressão no Sudão deixou 118 mortos e mais de 500 feridos, segundo o Comité de Médicos, ligado aos manifestantes.

Assuntos Manifestações  

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