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13 Junho de 2019 | 12h02 - Actualizado em 13 Junho de 2019 | 16h41

RDC: Militantes da UDPS vandalizam sedes de partidos políticos, em Kinshasa e no interior

Kinshasa - Limeté, a comuna de Kinshasa onde está situada a sede da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS) passou o dia de quarta-feira sob tensão provocada pelos seus militantes que atacaram com armas brancas a sede do partido AAAC, para manifestar o seu descontentamento relativamente a não validação pelo tribunal constitucional, de 23 deputados da oposição.

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Bandeira da RDC

Foto: Angop

A mesma acção aconteceu  província em Mwene –Ditu, província do Kasai Oriental, quando militantes do mesmo partido tshisekedista atacaram a sede do antigo partido presidencial PPRD, e queimaram o mercado de Bukasa cohecido por “Kolomboyi", no bairro Ditu-ilunga.

Paralelamente, e depois dos jovens da UDPS, a juventude do antigo partido presidencial PPRD, coligado a FFC liderada por Joseph Kabila, manifestou-se quarta-feira, 12, em frente ao Palácio da Assembleia Nacional, para apoiar todas as acções parlamentares “para o desenvolvimento do Congo”.

Na sua conta Twitter oficial, a juventude do PPRD disse estar contra qualquer militarismo irreflectido.

"Os jovens do PPRD condenam o militarismo populista e irreflectido de alguns que procuram desestabilizar o país. Os jovens do PPRD apoiam as acções parlamentares que visam assegurar um bom controlo da gestão do país”, lê-se na mensagem.

Recorde-se que os militantes da UDPS manifestaram-se segunda-feira, também em frente ao Parlamento, depois do debate sexta-feira-07, sobre os decretos assinados pelo chefe de Estado, nomeando os Presidentes dos Conselhos de Administração da GECAMINES e da SNCC, acusando os deputados da FCC de humilhar Félix Tshisekedi.

Enquanto isso, o Movimento de Libertação do Congo (MLC) de Jean-Pierre Bemba, vai manifestar sábado, 15, em Kinshasa, contra a invalidação pelo Tribunal constitucional, de oito de seus deputados.

Desde sábado último, o Tribunal constitucional vem pronunciando acórdãos que já invalidaram 23 deputados da oposição eleitos em Dezembro último, substituindo-os por deputados da FCC que já tem uma maioria qualificada na Assembleia Nacional e no Senado.

A decisão daquele órgão fiscalizador da Justiça ocorre dois meses depois da data prevista pela Lei eleitoral, para o efeito.

O Movimento de Libertação do Congo (MLC) de Jean-Pierre Bemba, considera o acto do Tribunal uma provocação e convidou os seus militares a responder de forma proporcional à decisão. “ “Trata-se de uma pura provocação e os militantes devem responder de forma proporcional ao Tribunal constitucional”, lê-se no comunicado publicado terça-feira pela direcção do MLC.

No seu comunicado de terça-feira, o MLC disse seguir com estupefacção os acórdãos que invalidaram os seus deputados eleitos na eleição legislativa de 30 de Dezembro de 2018.

Perante aquilo que considera provocação, o MLC diz reservar-se o direito de usar todos os meios legais para acabar com aquilo que considera “brincadeira”, e apelou as forças vivas para uma marcha sábado, 15 de Junho de 2019.

“O MLC apela os seus militantes e a população congolesa em geral a uma reacção proporcional a provocação, conforme ao artigo 64 da Constituição para exigir a verdade das urnas”, nota o comunicado.

Aquele partido da oposição congolesa considera uma vergonha para o país, que depois da fraude orquestrada na eleição presidencial, a instrumentalização e a corrupção da Justiça pela FCC a tingem os limites insuportáveis.

O Tribunal constitucional publicou os acórdãos 60 dias depois da publicação dos resultados eleitorais, um período fora dos prazos, lembra o MLC, que se refere ao artigo 70 da Constituição.

Por seu lado, Martin Fayulu Madid, candidato derrotado na última eleição presidencial, disse estar cansado das manobras dilatórias orientadas por Joseph Kabila, e apelou os congolesas a vigília, até que o Tribunal constitucional recue nas suas praticas fraudulentas.

Falando qurta-feira à imprensa, em Kinshasa, Fayulu, anunciou uma série de actos de protestos contra a invalidação dos deputados e dos senadores da plataforma LAMUKA.

Assuntos RDCongo  

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