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26 Junho de 2019 | 19h06 - Actualizado em 26 Junho de 2019 | 19h55

Quénia: Tribunal trava projecto de energia a carvão

Nairobi: Juízes quenianos suspenderam os planos de construção da primeira fábrica movida a carvão do país, perto da cidade costeira de Lamu, um Património Mundial da Unesco.

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Bandeira do Quénia

Foto: Foto divulgação

O Tribunal Nacional do Meio Ambiente determinou que as autoridades não fizeram uma avaliação ambiental completa.

Críticos dizem que a fábrica teria efeitos económicos e sanitários sobre a população local.

A fábrica de energia cuja construção está a cargo de um empreiteiro chinês aumentaria as emissões de gases de efeito de estufa no país em 700%, dizem activistas.

Eles alertam que a construção da fábrica a carvão de 1.050 MW próxima a Lamu - um ponto turístico idílico do século XIV - colocaria em risco seu estatuto de protecção e afectaria a subsistência dos habitantes locais.

A decisão de quarta-feira revelou que a Autoridade Nacional de Meio Ambiente (Nema) violou a lei para aprovar a construção da fábrica sem uma avaliação adequada do impacto ambiental.

O grupo de campanha DeCOALize levou a Nema a tribunal, dizendo que esta não teve em conta os efeitos adversos que o projecto teria nas terras agrícolas e na indústria pesqueira local.

"Saudamos essa decisão porque mostra que as comunidades não podem ser consideradas como garantidas", disse Omar Elmawi, coordenador da campanha DeCOALize, à BBC.

O tribunal também revelou que a Nema não informou ao público sobre os prováveis ??efeitos na saúde das emissões da fábrica que, segundo ele, poderia provocar dificuldades respiratórias, mortes prematuras e chuva ácida que poderiam envenenar o solo e matar peixes.

Assuntos Quénia  

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