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12 Julho de 2019 | 12h53 - Actualizado em 12 Julho de 2019 | 13h34

PR da Guiné Equatorial rejeita acusações de violação de direitos humanos

Malabo - O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, rejeitou hoje (12) as acusações de violação dos direitos humanos feitas por organizações não-governamentais, considerando que os relatórios das Nações Unidas "são claros" na absolvição do seu regime, anuncia Lusa.

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Teodoro Obiang Nguema - Presidente da Guiné Equatorial (arquivo)

Foto: Pedro Parente

"Nós vamos regularmente à assembleia dos direitos humanos, em Genebra. Os relatórios aí são claros e não têm nada a ver com os relatórios das organizações" que apontam perseguição a opositores, falta de liberdade de imprensa, ausência de eleições livres e prisão arbitrária de quem se opõe ao regime.

Essas ONG "têm de fazer relatórios de todos os países, mas não quer dizer que tudo o que dizem os agentes dessas organizações seja realidade", disse Presidente.  

"A assembleia dos direitos humanos sabe que a Guiné Equatorial está a cumprir com o seu programa" democrático, afirmou, em entrevista à Lusa em Malabo.

Já as "organizações humanitárias fazem o seu trabalho", porque "há financiadores", respondeu Obiang.

Por outro lado, "alguns países recorrem aos lóbis" para pressionar relatórios que atendam aos seus interesses.

Por isso, Obiang minimizou a importância das ONG, afirmando que "estão a fazer o seu trabalho, que é pago por alguém".

Em Maio, a Guiné Equatorial apresentou no Conselho de Direitos Humanos da ONU um relatório sobre a situação do país que foi elogiado por países como Nicarágua, China, Sudão, Coreia do Norte, Egipto, Líbia e Venezuela.

No entanto, países como os EUA, Reino Unido, Austrália, Brasil e Costa Rica acusaram o regime de intimidação da sociedade civil, restrições da liberdade de imprensa e uso de tortura.

Ainda em Fevereiro, a Amnistia Internacional alertou que os activistas e jornalistas no país estão a enfrentar detenções arbitrárias, ataques e perseguições em virtude do seu trabalho.

Já a Human Rights Watch referiu no seu relatório anual que a "corrupção, pobreza e repressão de direitos civis e políticos continuaram a minar os direitos humanos na Guiné Equatorial" e que as "receitas do petróleo servem para financiar o exuberante estilo de vida da elite política, tendo sido feitos poucos progressos na melhoria do acesso da população a cuidados de saúde primários e educação".

Teodoro Obiang concedeu entrevistas à agência Lusa e ao jornal francês L'Opinion, depois da cerimónia de entrada do Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE, no poder), como observador, na Internacional Democrática do Centro África (IDC, que representa partidos de centro-direita).

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