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12 Julho de 2019 | 16h52 - Actualizado em 12 Julho de 2019 | 16h52

Pelo menos sete mortos em incursão de Exército camaronês

Yaoundé - Pelo menos sete pessoas morreram quinta-feira durante uma incursão do Exército camaronês na região noroeste, uma das zonas de separatistas anglófonas do país, de acordo com agência espanhola Efe, que cita fontes militares.

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Mapa dos Camarões

Foto: Divulgação

Os incidentes aconteceram na localidade de Esu e, segundo a Efe, as vítimas eram civis que estavam armados.

Apesar dos apelos feitos pela comunidade internacional para resolver a crise separatista nos Camarões, o conflito continua e, de acordo com números das autoridades camaronesas, pelo menos 15 soldados morreram às mãos de separatistas armados nas últimas semanas.

Ainda que as línguas inglesa e francesa se encontrem entre os idiomas oficiais dos Camarões, 20% da população do país é anglófona e sente-se marginalizada pelo Governo central francófono há várias décadas.

A actual crise atinge as regiões noroeste e sudoeste dos Camarões e teve início em 2016, através de manifestações de professores e advogados que exigiam um uso igualitário do inglês em tribunais e escolas, assim como uma maior representatividade no Governo.

Em 2017, a crise intensificou-se, chegando a um conflito intensificado pela recusa do Governo de Paul Biya, de aceitar qualquer tipo de reivindicação e criação de grupos separatistas armados.

Segundo as Nações Unidas, a crise anglófona provocou mais de 430 mil deslocados internos, com o ministério da Defesa dos Camarões a registar a morte de 300 soldados.

Entre os civis, organizações humanitárias falam de dois mil mortos.

Em Maio, o primeiro-ministro dos Camarões, Joseph Dion Ngute, mostrou-se disponível para iniciar um diálogo, conduzido por Biya, sobre todas as exigências políticas dos separatistas, salvaguardando desde o início a "indivisibilidade" do Estado camaronês.

Assuntos Camarões  

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