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08 Julho de 2019 | 10h59 - Actualizado em 08 Julho de 2019 | 18h36

União Africana lança zona de livre-comércio durante cimeira no Níger

Niamei - Os países da União Africana (UA) lançaram simbolicamente neste domingo, em Niamei, a Zona de Livre-Comércio Continental Africana (ZLEC), que deve entrar em vigor em 2020.

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Bandeira da União Africana

Foto: Divulgação

Vários chefes de Estado passaram pelo palco da reunião da cimeira da UA para apresentar os cinco "instrumentos operacionais" do ZLEC, antes de o presidente do Níger, Mahamadou Issoufu, revelar uma placa lançando a zona de livre-comércio.

"A entrada em vigor da ZLEC é o acontecimento mais importante na vida do nosso continente desde a criação da Organização da União Africana (OUA), em 1963, e a sua transformação em União Africana, afirmou Issoufu, um dos mais inflamados defensores do projecto.

"Um sonho antigo se torna realidade", declarou o presidente da Comissão da União Africana, Mussa Faki Mahamat, assinalando que a ZLEC se tornará "o grande espaço comercial do mundo".

Cerca de 4,5 mil delegados e convidados, entre eles 32 chefes de Estado e mais de 100 ministros, participaram do encontro na capital do Níger.

A Nigéria, maior economia da África e maior mercado do continente, que estava reticente, e o vizinho Benin assinaram o acordo hoje, na abertura da cúpula.

O novo mercado é formado por 54 dos 55 países africanos (a Eritreia não assinou o acordo) e envolve cerca de 1,2 bilião de pessoas, para um PIB acumulado de mais de 2,5 triliões de dólares.

A UA estima que o projecto permitirá aumentar em cerca de 60% o comércio dentro do continente africano até 2022 e atrairá mais investidores. Mas os detractores do acordo, principalmente os sindicatos, temem que o mesmo fomente as importações em massa, matando a indústria local e gerando desemprego.

- Negociações continuam -

"O caminho ainda é longo", comentou o presidente egípcio, Abdel al-Sisi. Duras negociações continuavam acontecendo neste domingo sobre a aplicação progressiva da ZLEC.

As discussões envolviam, por exemplo, o calendário da redução das tarifas alfandegárias e a velocidade em que serão reduzidas, mas também a questão dos bens importados de fora da UA, informou uma fonte diplomática.

Actualmente, apenas 16% do comércio dos países africanos é feito com outros países do continente, e se dá, essencialmente, entre grupos económicos regionais.

O tratado não poderia entrar em vigor sem a sua ratificação por, pelo menos, 22 países. Vinte e cinco países já o ratificaram, entre eles pesos pesados do continente, como África do Sul, Egipto, Quénia e Etiópia.

Assuntos Cooperação   África  

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