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14 Agosto de 2019 | 11h10 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 11h10

Dois reféns congoleses libertados no leste da RD Congo

Kinshasa - Dois funcionários congoleses da empresa mineira canadiana Banro raptados no mês passado foram libertados no leste da República Democrática do Congo (RDC), anunciou terça-feira o Exército do país, que refere que dois estrangeiros continuam reféns, informou a Lusa.

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Os quatro trabalhadores foram sequestrados durante uma emboscada realizada por homens armados em 26 de Julho, em Salamabila, na província de Maniema, leste do país.

"Confirmamos a libertação de dois compatriotas e estamos à espera da libertação de dois outros reféns", afirmou o capitão Dieudonne Kasereka, um porta-voz do Exército na região citado pela agência France-Presse.

O capitão não especificou como foi feita a libertação dos dois congoleses. Reféns continuam um sul-africano e um zimbabweano.

A canadiana Banro explora duas minas de ouro na RD Congo: Twangiza, no Kivu do Sul, e Namoya, em Maniema.

As minas de ouro no leste da RD Congo são frequentemente ocupadas por mineiros ilegais e por grupos armados que operam na região.

Em Março de 2017, um mineiro francês que também trabalhava para a Banro foi raptado, tendo sido libertado depois. No entanto, após um ataque mortífero, a empresa abandonou os planos de explorar uma terceira mina de ouro no país.

O rapto dos quatro trabalhadores foi atribuído aos Mai-Mai, grupos armados que se auto intitulam como grupos de autodefesa.

Os Mai-Mai receberam armamento pelas autoridades durante a segunda guerra do Congo (1998-2003), sendo que o seu objectivo passava por combater elementos que entravam no país vindos do Uganda e do Rwanda.

No entanto, vários membros destas milícias mantiveram as suas armas depois da guerra, com a guerra entre os grupos e o Exército congolês a continuar nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Assuntos Violência  

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