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27 Agosto de 2019 | 18h45 - Actualizado em 27 Agosto de 2019 | 18h45

Oposição critica novo Governo da RDC

Kinshasa - A secretária-geral do partido congolês da oposição Movimento para a Libertação do Congo (MLC), Eve Bazaiba, considerou que o Governo anunciado na segunda-feira resultou de "um favorecimento eleitoral", transmitiu hoje a rádio da ONU na República Democrática do Congo (RDC), Rádio Okapi.

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Mapa da República Democrática do Congo (RDC)

Foto: Divulgação

"Este é um Governo baseado num favorecimento eleitoral. Do ponto de vista social, ousamos em acreditar que eles estarão a altura. Mas receio que seja um Governo que irá implementar o programa da Frente Comum para o Congo (FCC) que a população vomitou. Os que pensam que ascenderam à Presidência serão forçados a optar pela continuidade", sublinhou.

Bazaiba cujo partido integra a coligação Lamuka que apoiou Martin Fayulu nas presidenciais de Dezembro de 2018, apelou igualmente às mulheres nomeadas a serem uma excepção na gestão dos assuntos do Estado.

"As mulheres promovidas devem perceber que ser quadro é um encargo e não um privilégio. Foram-lhes confiadas responsabilidades num momento e ambiente muito difícil. Elas têm a responsabilidade de elevar bem alto a chama da mulher congolesa em termos de governação. Elas devem marcar o seu trabalho com uma gestão diferente", aconselhou Eve Bazaiba, citada pela mesma estação de rádio.

Por sua vez, Jean-Pierre Bemba, presidente do MLC e coordenador da Lamuka, qualificou este novo Governo de "pletora", receando que não possa vir a trazer a tão esperada mudança.

“Como responder às necessidades prementes do povo congolês? Como fazer face às questões sanitárias, económicas, sociais e de segurança da RDC”, interrogou-se numa publicação na sua conta do Twitter.

O presidente congolês Félix Tshisekedi nomeou na segunda-feira o primeiro Governo do seu mandato, sete meses após a tomada de posse na Presidência da RDC.

Com base num acordo concluído entre a coligação do ex-presidente Joseph Kabila, que beneficia da maioria no Parlamento, e do campo de Tshisekedi, o Governo nomeado por despacho presidencial de 26 de Agosto de 2019, compõe-se de 65 membros, incluindo 42 da maioria pró-Kabila reunidos no seio da FCC e 23 provenientes do Conjunto para a Mudança (Cach) de Tshisekedi.

Assuntos RDCongo  

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