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20 Outubro de 2019 | 10h12 - Actualizado em 21 Outubro de 2019 | 19h34

África do Sul: Gigante comercial pede desculpas por vender produto com cores de Aparteid

Cidade do Cairo, África do Sul - O gigante sul-africano da venda a retalho, Woolworths, apresentou, neste final de semana, desculpas depois de comercializar "por engano" uma sacola de ginástica com cores da bandeira do regime de Apartheid.

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Bandeira da Africa do Sul

Foto: Divulgação

Segundo Woolworths, o sacola estava destinada à Austrália.

Ela lamentou que “as cores sazonais tenham ofendido alguém e confirmou consequentemente a retirada do produto de todas as suas lojas em todo o território nacional.

"Nós apresentamos as nossas sinceras desculpas a todos os nossos clientes sul-africanos. A nossa intenção nunca foi ofender e decidimos cessar a venda deste artigo”, disse Woolworths, que gere quase 700 lojas na África do Sul e 64 no continente africano.

Há dois meses, o Tribunal da Igualdade na África do Sul julgou que o uso da bandeira do regime de Apartheid traduz uma intenção clara de “chocar, magoar e incitar ao ódio contra negros”.

A  queixa foi depositada pela Fundação Nelson Mandela e pela Comissão Sul-africana dos Direitos Humanos (SAHRC), com base em denúncias feitas por clientes desta sacola contendo cores da bandeira do Aparteid e inscrições como "Country  Road Bag" (Sacola Vermelho do País), alusivo ao período da segregação racial na África do Sul, antes dos anos 1980.

O produto está a venda em todas as lojas da cadeia no país, refere-se.

Assuntos Sociedade  

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