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14 Fevereiro de 2020 | 10h50 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2020 | 10h49

Mali: Seis anos depois, tropas governamentais regressam em Kidal

Bamako - As Forças Armadas malianas regressaram quinta-feira, em Kidal (Norte), depois de uma ausência de seis anos, com o objectivo de estender a autoridade do Estado naquela região, anuncia a ONU, cujas tropas escoltaram os militares governamentais, citado pela AFP.

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Mapa do Mali

Foto: Divulgação

Durante o periodo acima, Kidal foi  a capital do Estado cessessionista de Azawad, proclamado pelos tuaregues. O regresso do Exercito maliano naquela zona surge num contexto de grave deterioraçao da situação de segurança no Mali e no Sahel.

O mesmo foi anticipado como uma afirmação da restauração da autoridade do Estado maliano, que está ausente numa vasta extensão do país, e demonstra um exemplo de reconciliaçao naquele Estado mergulhado numa guerra civil desde 2012.

As forças são compostas  por unidades  “reconstituidas”, que incluem antigos rebeldes integrados nas  Forças Armadas, conforme o acordo de paz de Argel, de 2015. Com essa iniciativa, preve-se que outras forças identicas sejam desdobradas em Ménaka, Gao e Tombouctou.

A aplicação do acordo de Argel, e as suas disposições para a integração dos antigos rebeldes, e a restauração da autoridade do Estado são considerados actos políticos indispensaveis à uma saída da crise, além de acções puramente militares desenvolvidos pelo Exercito, as forças francesas, da ONU e africanas.

Desde 2012, o Mali enfrenta  inssurreições independentistas, salafistas, jihadistas e  violências intercomunitárias, que partiram do Norte do país, propagando-se para o centro e nos países vizinhos, como o Burkina Faso e o Níger. Elas já causaram milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

Kidal, situa-se a mil e 500 quilometros, a Nordeste de Bamako, é o bastião cultural tuaregue, e berço  histórico dos clãs com maior influência no país.. A  região foi marginalizada, desde a independencia, em 1960, tendo de lá nascido várias rebeliões tuaregues.

Até quinta-feira, Kidal era controlada pela Coordenação  dos movimentos do Azawad (CMA), aliança maioritariamente tuaregue composta por antigos rebeldes. A CMA  é signatária do acordo de Argel de 2015, com uma aliança de grupos armados pró governamentais, chamada Plataforma.

Assuntos Mali  

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