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11 Fevereiro de 2020 | 10h07 - Actualizado em 11 Fevereiro de 2020 | 13h52

Sudão do Sul: IGAD exige formação de governo até 22 de Fevereiro

Adis Abeba - O IGAD, organização da África Oriental mediadora do conflito armado no Sudão do Sul, exige a formação do governo de união que já foi adiada por duas vezes.

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Riek Machar (esq.) e Salva Kiir protagonistas da guerra civil no Sudão do Sul (Foto arquivo)

Foto: Arte: Angop

Prevista para o dia 22 de Fevereiro, a formação do governo foi adiada sucessivamente em Maio e Novembro de 2019.

“Nesta fase do processo, um novo adiamento não é desejável nem é viável, indica um comunicado daquela Autoridade Inter-governamental, publicado na noite de domingo para segunda-feira.

O comunicado foi emitido no termo do encontro entre o Presidente sul sudanês, Salva Kiir, e o chefe rebelde Riek Machar, na presença do Presidente ugandês, Yoweri Museveni, e do Primeiro-ministro sudanês, Abdallah Hamdok, à margem da cimeira da Uniao Africana, em Addis Abeba, Etiópia.

O encontro não permitiu chegar-se a um acordo entre os adversários sudaneses sobre os principais pontos das negociações relativas a formação de um governo de união, mormente o número dos Estados regionais e a limitação das suas fronteiras.

Depois de uma guerra civil sangrenta iniciada em 2013, a assinatura, em Setembro de 2018, de um acordo, permitiu reduzir os combates no Sul do Sudão, mas uma Comissão dos direitos humanos da ONU lamentou, sexta-feira, uma série de violações do pacto e dos direitos humanos.

Tudo começou quando o Presidente Salva Kiir, da etnia Dinka, acusou Machar, de etnia ner, e seu vice-presidente, de fomentar uma tentativa de golpe de Estado.

Recorde-se que o Presidente Kiir e o seu rival Machar, penam em concretizar as disposições cruciais do acordo de paz, nas obstantes as várias reuniões visando eliminar as divergências.

Marcado por atrocidades étnicas, o conflito provocou mais de 380 mil mortos e uma crise humanitária catastrófica.

Assuntos Sudão do Sul  

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