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18 Fevereiro de 2020 | 05h44 - Actualizado em 18 Fevereiro de 2020 | 05h44

Alemanha destaca papel da UA e da Liga Árabe na resolução da crise líbia

Tripoli - O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas, reafirmou, domingo, em Munique, o importante papel da União Africana (UA) e da Liga Árabe na resolução da crise líbia, destacando que "as tarefas devem ser partilhadas e uma agenda definida para todos".

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Mas disse numa conferência de imprensa conjunta com a Representante Especial Adjunta do Secretário-Geral da ONU na Líbia, Stephanie Williams, que "vale a pena envolver a União Africana para desempenhar um papel sério na crise líbia.

A 33ª cimeira da União Africana de 10 e 11 de Fevereiro em Adis Abeba confirmou o envolvimento da organização continental na busca de uma resolução de crise na Líbia, propondo o envio de uma missão militar de observação do cessar-fogo à Líbia, a ser precedida por uma delegação de avaliação.

A cimeira da UA também apoiou a iniciativa de organizar uma conferência de reconciliação na Líbia e decidiu abrir uma representação na sede da ONU na Líbia, na sequência de uma proposta do Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

O chefe da diplomacia alemã entende que a Liga Árabe pode ajudar no acompanhamento da decisão de proibir o fornecimento de armas, em conformidade com o embargo de armas imposto pelo Conselho de Segurança da ONU.

Por sua vez, a enviada especial adjunta da ONU, Stephanie Williams, disse que o armistício na periferia da capital, Tripoli, é "muito frágil", observando que a missão da ONU detectou "mais de 150 violações".

Proclamada em 12 de Janeiro pelos Presidentes russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, a trégua é regularmente violada, dando origem a escaramuças com acusações mútuas entre os beligerantes.

"A vida do povo líbio está pior por causa deste conflito", disse numa entrevista colectiva conjunta com Heiko Maas, em Munique, acrescentando que "um terço do povo líbio está sob ataque e precisa de ajuda".

"Soubemos pelas autoridades tunisinas que três milhões de líbios fugiram para a Tunísia durante este período", acrescentou.

Reconheceu contudo que houve um avanço nas vertentes económica e militar, dentro das três adoptadas pela ONU para resolver a crise líbia (depois da conferência de Berlim)", disse a representante adjunta da ONU, Stephanie Williams.

A funcionária da ONU lembrou "que há reuniões em Genebra patrocinadas pela Missão da ONU", explicando que "o Comité Militar (5 + 5) irá reunir-se novamente e as negociações continuarão em apoio ao cessar-fogo".

À margem da 56ª Conferência de Segurança de Munique, foi realizada uma cimeira alargada sobre a Líbia.
Vários países, incluindo França, Rússia, Alemanha e Itália e a representante especial adjunta do Secretário-Geral da ONU, Stephanie Williams, participaram na reunião alargada, em Munique, no sul da Alemanha.

A reunião analisou formas de estabilizar o cessar-fogo, monitorar o embargo de armas e continuar as negociações entre as partes em conflito na Líbia.

Assuntos África  

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