Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

16 Junho de 2020 | 15h31 - Actualizado em 16 Junho de 2020 | 14h16

Guiné Equatorial atribui propagação a comportamento da população

Malabo - O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, apontou hoje o incumprimento das medidas sanitárias por parte da população como a principal causa da propagação da covid-19 no país, rejeitando falhas na resposta do Governo à pandemia.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

"Apesar da grande preocupação do Governo em proteger a população através do confinamento, vimos, desgraçadamente, falta de valorização dos cidadãos ao não observarem as regras ditadas" pela comissão de luta contra a covid-19, afirmou Teodoro Obiang.

Numa mensagem, divulgada na segunda-feira, para assinalar o levantamento do estado de emergência e o aliviar das medidas de contenção após quatro meses, Teodoro Obiang considerou que o executivo "nunca deixou de cumprir as suas responsabilidades de proteger a população", prolongando "tantas vezes" as medidas de emergência sanitária.

Desde segunda-feira, a Guiné Equatorial levantou o estado de emergência sanitária em todo o país, com o fim do confinamento obrigatório e das restrições de mobilidade entre a capital Malabo e Bata, cidades onde se regista a maioria dos casos. Os restantes distritos terão a mobilidade limitada.

Todos os estabelecimentos públicos passarão a estar abertos e é instituído o uso obrigatório de máscaras de forma generalizada (espaços abertos, serviços públicos, transportes públicos e em veículos privados com mais de uma pessoa).

Na altura do levantamento das medidas de restrição, o chefe de Estado alertou para a "espada de dois gumes" que representa o fim do estado de emergência.

"Este levantamento do estado de emergência é uma espada de dois gumes que a população deve saber manejar porque o incumprimento das normas pode causar uma propagação massiva da pandemia com consequências nefastas em termos de perda de vidas", disse.

"A partir de agora, o Governo não obrigará nenhum cidadão ao confinamento, mas cabe aos cidadãos isolarem-se para não serem infectados. A responsabilidade e segurança das nossas vidas está nas nossas mãos", acrescentou.

Teodoro Obiang, que desde o início do estado de emergência tem estado confinado em casa, adiantou que as medidas de luta contra a pandemia foram levantadas porque "o povo se sente asfixiado pelo confinamento e pela severa depressão económica".

"A nossa economia atingirá um valor negativo este ano e este facto deve-se fundamentalmente ao efeito da covid-19, juntamente com a queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Esta situação irá, sem dúvida, deteriorar a nossa capacidade de gerar riqueza, de criar emprego e de financiar o Orçamento Geral do Estado", disse Obiang.

Por outro lado, acrescentou, o levantamento ocorre agora porque "foi possível abastecer o sistema nacional de saúde de equipamentos modernos e sofisticados" para tratar os doentes críticos.

"O Governo comprou muito equipamento e material sanitário para enfrentar os casos de contágio pelo do novo coronavírus, razão pela qual vos convido a ter confiança nos hospitais de Malabo e Bata como os recursos mais fiáveis quando alguém se sente afectado por esta terrível pandemia", garantiu.

O chefe de Estado lamentou, por outro lado, "os comentários tendenciosos de pessoas irresponsáveis", segundo os quais os hospitais do país "são culpados pelas mortes" de doentes de covid-19, quando em "outros países de alta tecnologia sanitária morrem diariamente milhares de pessoas".

"Não é justo que, quando uma pessoa está doente em casa, sem ir ao hospital, e quando no último momento morre num centro médico, a responsabilidade seja assacada aos profissionais de saúde e aos centros de saúde", disse.

A resposta das autoridades à pandemia de covid-19 tem sido alvo de forte contestação da oposição equato-guineenses, que criticou as medidas de desconfinamento e acusou o executivo de "atitude negacionista" e de tentar esconder a verdadeira dimensão da pandemia no país.

Alegadas divergências sobre a divulgação dos números terão estado na origem do pedido de substituição da representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) pelas autoridades de Malabo.

De acordo com a mais recente actualização dos dados sobre o impacto da pandemia no país, a Guiné Equatorial regista 1.664 casos positivos e 32 mortos.

Assuntos Doença  

Leia também
  • 16/06/2020 11:32:29

    Número de mortos em África sobe para 6.769 em quase 252 mil casos

    Addis Abeba - O número de mortos por covid-19 em África subiu hoje para 6.769, mais 305 nas últimas 24 horas, em quase de 252 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente divulgados pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

  • 13/06/2020 15:28:49

    China fornece 30 milhões de testes e 10 mil ventiladores por mês a África

    Pratória - O Governo chinês vai assegurar mensalmente o fornecimento de 30 milhões de testes à covid-19 e 10 mil ventiladores para África, continente onde a pandemia tem crescido de forma descontrolada, informou hoje o gabinete da presidência da África do Sul.

  • 13/06/2020 15:18:10

    Moçambique regista mais 44 casos e aumenta total para 553

    Maputo - Quarenta e quatro casos positivos de coronavírus foram registados nas últimas 24 horas em Moçambique, que soma agora um total de 553 infectados, e mantém-se com dois óbitos, disse revelou hoje o director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani.