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30 Junho de 2020 | 13h01 - Actualizado em 30 Junho de 2020 | 12h51

Combate à Covid-19 e desenvolvimento do país são prioridades para Nabian

Bissau - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, afirmou que com a aprovação do programa do seu Governo no parlamento as prioridades são "trabalhar para desenvolver" o país e ainda neutralizar o novo coronavírus, que já infectou mais de 1.600 pessoas.

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Mapa da Guiné-Bissau

Foto: Divulgação

Nuno Nabian afirmou ainda que o país atravessa "um momento crítico" motivado pela pandemia da covid-19 à qual, disse, é preciso dar resposta ao mesmo tempo que se desenvolve a economia.

O primeiro-ministro guineense apontou, particularmente, os sectores da Educação e Saúde como "prioridade das prioridades" do seu Governo.

Por seu lado, Braima Camará, coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), segunda força mais votada nas últimas eleições, mas agora líder de um bloco de partidos que se posicionou do lado do Governo de Nabian, disse ser "normal em democracia" o exercício feito pelos deputados no parlamento.

O programa do Governo de Nuno Nabian foi aprovado com 55 votos somados entre os 27 deputados do Madem G-15, 21 do Partido da Renovação Social (PRS), um da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e outro do Partido da Nova Democracia (PND).

Quatro deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) também deram o seu voto favorável ao documento, mesmo contra as indicações da direcção do partido, que boicotou a sessão plenária.

Para Braima Camará, o que aconteceu no parlamento, na segunda-feira a noite, é a prova de que "a maioria deslocou e agora está do lado do Governo de Nuno Nabian" e que a Guiné-Bissau "assiste ao início de uma nova era".

Ao vencer as eleições legislativas de Março passado, o PAIGC juntou-se a um grupo de partidos e formou um Governo, que entretanto foi demitido por Umaro Sissoco Embaló, um dia depois de se autoproclamar Presidente da Guiné-Bissau, no passado mês de Fevereiro.

O PAIGC sempre reclamou deter a maioria de deputados do seu lado e ser quem deve liderar qualquer Governo enquanto durar a actual legislatura, durante quatro anos.

O vice-presidente e líder da bancada parlamentar do PAIGC, Califa Seidi, admitiu que o partido poderá avançar com um pedido de impugnação à sessão parlamentar que culminou com a aprovação do programa do Governo de Nuno Nabian, alegando violações de normas de funcionamento do parlamento.

Assuntos Guiné-Bissau  

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