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30 Junho de 2020 | 09h17 - Actualizado em 30 Junho de 2020 | 09h16

Rei da Bélgica lamenta pela primeira vez passado colonial no antigo Congo

Bruxelas - O rei da Bélgica apresentou pela primeira vez na história do país os "seus mais profundos arrependimentos pelas feridas" infligidas durante o período colonial belga no Congo, actual República Democrática do Congo (RDC).

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Mapa da República Democrática do Congo (RDC)

Foto: Divulgação

Em uma carta enviada hoje ao presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, por ocasião do 60º aniversário de independência, o rei Filipe escreveu: "Gostaria de expressar os mais profundos pesares por essas feridas do passado, cuja dor agora é reacendida pela discriminação ainda presente nas nossas sociedades".

"Na época do estado independente do Congo [quando este território africano era propriedade do ex-rei Leopoldo II], foram cometidos atos de violência e crueldade, que ainda pesam na nossa memória coletiva", assegurou Filipe, que reina desde 2013.

"O período colonial que se seguiu [o do Congo Belga de 1908 a 1960] também causou sofrimento e humilhação", acrescentou.

O rei Filipe afirmou o compromisso de "combater todas as formas de racismo".

"Encorajo a reflexão iniciada pelo nosso parlamento para que a nossa memória seja definitivamente pacificada", continuou.

Na Bélgica, a morte do afro-americano George Floyd, asfixiado no final de maio por um polícia branco em Minneapolis, reavivou o debate sobre a violência do período colonial no Congo e o papel muito controverso do falecido rei Leopoldo II, acusado por alguns ativistas anticoloniais por matar milhões de congoleses.

Assuntos RDCongo  

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