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01 Setembro de 2020 | 22h16 - Actualizado em 01 Setembro de 2020 | 21h08

Elefantes encontrados mortos no Zimbabwe foram vítimas de bactéria

Harare - Os 12 elefantes encontrados mortos no último fim de semana perto da maior reserva natural do Zimbabwe foram vítimas de uma infecção bacteriológica, anunciaram hoje as autoridades.

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Manada de elefantes

Foto: Arquivo

Os corpos foram descobertos na sexta-feira e no sábado na floresta de Pandanasuwe (oeste), entre o parque natural de Huange, perto da fronteira com o Botswana, e a cidade de Victoria Falls, a oeste das cataratas com o mesmo nome.

Os guardas do parque admitiram inicialmente que os jovens elefantes, com entre dois e seis anos, tivessem sido envenenados por caçadores, mas os elefantes tinham as presas intactas e nenhum outro animal, incluindo abutres, tinha sido afectado.

"Tenho um relatório que indica que se trata de uma infecção bacteriológica", disse o porta-voz da autoridade zimbabweana encarregada dos parques naturais, Tinashe Farawo.

Os animais eram demasiado pequenos para chegar às folhas das árvores, pelo que deverão ter ingerido as bactérias ao alimentar-se de plantas venenosas, explicou.

O Zimbabwe tem mais de 84.000 elefantes, para uma capacidade ecológica estimada de 45.000 a 50.000.

Os elefantes "estão numa tal sobrepopulação que a vegetação que preferem desapareceu e acabam por comer qualquer coisa, incluindo plantas venenosas", disse ainda o porta-voz.

Na reserva de Huange, que conta com 45.000 a 53.000 elefantes numa área de cerca de 14.600 Km2, muitos destes animais morreram de fome e de sede nos últimos anos.

Em 2013, pelo menos 300 elefantes foram por outro lado mortos por envenenamento junto a pontos de água da reserva.

No vizinho Botswana, onde existem cerca de 130 mil elefantes em liberdade, a maior população do mundo, a morte, este ano, de 300 elefantes foi atribuída a toxinas naturais.

Assuntos Zimbabwe  

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