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29 Julho de 2011 | 17h55 - Actualizado em 29 Julho de 2011 | 18h11

Projecto Angola "LNG" pode gerar USD 180 milhões com crédito de carbono

Ambiente

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Luanda - O projecto Angola “LNG”, instalado no município do Soyo, província do Zaire, poderá “render” anualmente 180 milhões de dólares norte-americanos, com rentabilidade da venda do chamado “credito de carbono”, afirmou  hoje, sexta-feira, em Luanda, o chefe da missão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Jorge Moreira da Silva.

Em Declarações à imprensa no final da palestra sobre “Políticas Ambientais e Mecanismos de Financiamento para Projectos de Carbono” dirigido à sociedade civil, disse que o referido projecto vai permitir a redução de emissões de gases de efeito de estufa, em 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono, por ano.

“Uma tonelada de carbono está a ser comercializada a 10 euros, isto é 14 dólares, então estamos a falar de um benefício anual de 180 milhões”, afirmou Jorge Moreira da Silva.

O projecto, que ainda aguarda pela sua aprovação, por parte das Nações Unidas, arranca em 2012 e vai permitir que os gases que forem produzidos durante a prospecção do petróleo e gás sejam capturados e levados a uma fábrica para a sua purificação ou liquefeitos.

Posteriormente serão colocados em recipientes adequados e exportados aos países interessados em navios.

De acordo com informações obtidas pela missão do PNUD em Angola a quando da sua visita àquele projecto no Soyo, vários  países, incluindo os Estados Unidos, já manifestaram o interesse de comprar esse gás, que poderá ser utilizado para fins diversos, como de electricidade e consumo domésticos.

“Esses gases serão produzidos durante a prospecção do petróleo e gás. Na saída desses pelas chaminés das plataformas petrolíferas e ao serem queimados emitem gases com efeitos de estufa, que são negativos para o ambiente, assim o projecto Angola “LNG   vai capturar esses gases leva-los para a fábrica, onde são purificados e colocados em navios para a sua exportação”, explicou o chefe da missão do PNUD em Angola.

Para Jorge Moreira da Silva, o projecto Angola “LNG” é uma acção que demonstra a vontade política e empenho do Governo angolano com relação às questões ambientais e não só.

Angola, para além desse projecto, possui uma lista de outras 59 acções ligadas aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que serão submetidos paulatinamente ao painel das Nações Unidas para a sua aprovação.

Jorge Moreira da Silva garantiu que mesmo com o termino das negociações do Protocolo de Kyoto, previsto para 2012, a União Europeia já decidiu comprar os créditos de carbonos vindos dos países da lista das nações menos avançadas, como é o caso de Angola.

Ao seu ver, Angola tem o seu edifício institucional bem desenhado e está a cumprir com os compromissos assumidos, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

“A questão das alterações climáticas estão a ser assumidas com grande interesse por parte de Angola, e o PNUD vai continuar a desenvolver os planos de cooperação no que diz respeito a esta temática”, garantiu.

Durante cinco dias, a missão do PNUD em Angola, a convite da  ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, procurará discutir com o Governo as estratégias que permitem o país enfrentar os desafios das alterações climáticas, tirando benefícios económicos dessas estratégias.