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05 Dezembro de 2017 | 19h24 - Actualizado em 05 Dezembro de 2017 | 19h23

Poluição é o maior desafio da humanidade - diz ministra do Ambiente

Luanda - A ministra do Ambiente, Paula Francisco, disse hoje terça-feira em Nairobi, Quénia, que a poluição é o maior desafio que enfrenta a humanidade em todos os níveis, seja rural ou urbana.

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Ministra do Ambiente, Paula Cristina Francisco Coelho

Foto: Pedro Parente

A ministra, que discursava na Assembleia sobre Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas, disse que em países em desenvolvimento, como Angola, a poluição está sendo reconhecida como uma questão de urgência.

Admitiu que há toda a necessidade de se prevenir e mitigar os seus efeitos em torno da qualidade do ar, do solo, da saúde e outros impactos na vida diária das pessoas e das comunidades locais.

Tal situação, de acordo com a governante, levou os governos, a sociedade civil, a comunidade científica e outros actores a buscar uma resposta global a esse desafio.

Desta feita, acrescentou que as recomendações e decisões deste encontro são uma resposta global que deve conciliar com toda a responsabilidade histórica em relação a concentração perigosa de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera e a necessidade de assegurar um progresso contínuo na erradicação da pobreza, crescimento económico e desenvolvimento sustentável.

Na sua óptica, o multilateralismo até agora provou ser uma ferramenta eficaz e apropriada para construir o consenso necessário para atacar a poluição, seja usando tecnologia ou compartilhando experiências.

“À medida que progredimos para uma melhor qualidade de vida, assuntos como as áreas de conservação marinha, os serviços dos ecossistemas, os produtos químicos, os resíduos perigosos e radioactivos, a industrialização e a ratificação da Emenda de Kigali estão continuamente em cima da mesa como prioridade”, pontualizou.

A este respeito, disse que Angola felicita o Protocolo de Monte Real pelo seu 30º aniversário e teve um esforço para que todos fizessem parte desta empreitada.

Sobre Angola, em particular, pede uma acção de integração, sobre esses compromissos que são os elementos básicos das estratégias globais para evitar a poluição, que de facto discutiu-se e os países membros concordaram.

“Angola está engajada na redução do impacto da poluição, apostando em acções como “negócio verde”, eco-projectos e produção de legislação específica relativa ao poluidor e ao pagador em vários níveis de poluição”, sublinhou.

Segundo afirmou, Angola está envolvida em aprovar, entre outros, um Plano Nacional de Qualidade da Água, Solo e Ar, relativo a poluição, tendo uma plataforma de diferentes partes interessadas implementada.

No quadro dos desafios  actuais, Paula Francisco chamou a atenção aos presentes, lembrando que “só temos um planeta, uma vida e todos nós podemos fazer melhor”, primando por um profundo sentimento de solidariedade e de um destino compartilhado.

 O evento, que congrega mais de dois mil e 500 participantes, vai discutir e assumir compromissos globais para a protecção ambiental, de um modo garantir uma melhor qualidade de vida dos habitantes.

Paula Francisco vai participar das discussões em torno dos desafios ambientais considerados de críticos que o mundo enfrenta, actualmente, no quadro da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

 À margem deste fórum, a ministra do Ambiente vai participar em encontros separados com a  Rede de Mulheres e Lideres do Ambiente e com o ministro de protecção ambiental do Estado de Israel.

Assuntos Encontro  

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