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20 Abril de 2017 | 15h31 - Actualizado em 20 Abril de 2017 | 16h01

Tráfego automóvel emite 390 microgramas por metros cúbicos de gases

Luanda - Cerca de trezentos e 90 microgramas por metro cúbico de gases são emitidos pelo tráfego automóvel em Luanda, constituindo uma preocupação à saúde pública dos cidadãos, revelou hoje (quinta-feira), nesta cidade, a ministra do Ambiente, Fátima Jardim.

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Ministra do Ambiente, Fátima Jardim

Foto: Lucas Neto

A governante, que falava durante o acto de abertura do Fórum económico cidades sustentáveis sob o lema "Pensar global Actuar local", referiu que estes dados resultam de um estudo que o Ministério do Ambiente, em parceria com as instituições de ensino, está a fazer no âmbito da elaboração do Plano de Emissões, tendo como exemplo a cidade capital do país, para mitigar esta problemática.

Apontou o volume do tráfego rodoviário e a mobilidade urbana como os principais factores que têm acelerado o processo das emissões de gases produzidos por automóveis em Luanda.

Segundo a ministra, a criação e transformação de uma determinada cidade deve estar assente em programas e políticas harmoniosas entre o ambiente e a vida urbana, visando garantir de forma exigente, especializada e diversificada a sustentabilidade das cidades e a qualidade de vida dos cidadãos.

Afirmou que o Plano Director Metropolitano de Luanda, que está a ser implementado pelo Executivo, constitui um bom exemplo de interacção entre as políticas centrais e locais que aceleram e assumem o desenvolvimento sustentável.

Disse que a recente aprovação da Lei do Poder Local e outros instrumentos jurídicos que o Governo está a adoptar vão tornar cada vez mais sólidas as normas para que se possa construir em todos espaços de Angola cidades sustentáveis.

Actualmente, prosseguiu, as cidades sustentáveis constituem-se num espaço público legítimo em que as sociedades constroem e qualificam os processos de gestão modernas integradas para a valorização e gestão sustentável de questões ligadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sócio-económico dos países.

Referiu que os padrões da expansão urbana estão ligados aos objectivos do desenvolvimento sustentável, onde as cidades sustentáveis constituem um dos sete pilares mais importantes.

Baseando-se no último resultado do Censo da População, a governante recordou que em Luanda vivem 369 pessoas por um quilómetro quadrado, o que significa ser uma cidade forte e densamente povoada, onde cinco entre cada dez pessoas do agregado familiar depositam o lixo ao ar livre.

Considerou ainda a cidade de Luanda como a única capital no mundo que tem há cerca de 80 quilómetros um parque natural, apelando os cidadãos a preservarem a riqueza desta bio-diversidade.

Garantiu que o ministério que dirige está disposto a colaborar com as câmaras municipais no sentido de contribuir para uma governação eficaz, planificação racional e sustentável, transformando as cidades em espaços sustentáveis para as futuras gerações.

O Fórum económico cidades sustentáveis sob o lema "Pensar global Actuar local", promovido pela Associação Empresarial de Luanda (AEL) e do Fórum de Empresários de Língua Portuguesa (FELP), em parceria com a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), visou a troca de experiências e a criação de oportunidades de negócios entre os presidentes das câmaras municipais e empresários dos países lusófonos.

O encontro que contou com a presença do governador provincial de Luanda, Higino Carneiro, administradores municipais, corpo diplomático acreditado em Angola, entre outras entidades, reflectiu em torno dos temas "O impacto do investimento directo estrangeiro na economia regional", "Financiamento das autarquias", "Contratação pública autárquica-casos de sucesso", "Casos de sucesso de tecnologias ambientais", entre outros.

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) é uma associação intermunicipal de natureza internacional, criada a 28 de Junho de 1985. Assinaram o acto de fundação, as cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.

Assuntos Ambiente  

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