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03 Outubro de 2017 | 12h05 - Actualizado em 03 Outubro de 2017 | 11h59

Angola já partilha dados sísmicos na rede mundial desde Outubro

Luanda - A República de Angola iniciou já a partilha oficial, desde princípio de Outubro, das informações e dados sobre eventos sísmicos produzido no país na rede mundial de informações sísmicas, a partir da sua estação de Kapanda, Malanje, confirmou hoje (terça-feira) à Angop, em Luanda, o director do INAMET.

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Central de informação automática do INAMET

Foto: Pedro Parente

Segundo Domingos José do Nascimento, depois da monitoria feita em Setembro as quatro estações sísmicas existentes, das quais três sob gestão directa do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), iniciou-se o envio dos dados a “International Association of Seismology and Physics oh the Earth's Interior (IASPEI)”.

O processo começou com o registo no referido organismo e a instalação, na sede do Instituto em Luanda, de um programa que permite a distribuição da informação, sendo os dados transmitidos para um concentrador na capital do país que, ao receber as mensagens, partilha automaticamente com a rede mundial controlada pela IASPEI, onde esta registada.  

Com a instalação deste softwer, que permite acompanhar a actividade sísmica mundial de forma regular, disse, Angola terá vantagens de ver os seus técnicos formados pelas instituições membros da rede, receber assistência técnica, entre outros benefícios daí decorrentes.

Nesta primeira fase, o projecto formou os técnicos em Luanda, seguindo-se, ainda para este ano, a superação de quatro outros em Portugal, para complementar a interpretação sobre os dados sísmicos, no âmbito da cooperação existente entre o Instituto Português do Mar e Atmosfera e a instituição angolana neste domínio.

Neste capítulo, a missão do INAMET é a de alertar as instituições sobre a eventualidade de eventos e produzir informações em matéria de actividade sísmica no país, no sentido de se prevenirem situações em obras de construção de infraestruturas, estradas, pontes e outras actividades, para que se utilize material adequado às circunstâncias.

Outra vantagem apontada pelo entrevistado sobre o registo de Angola na rede mundial de informações sísmicas, esta na facilidade de informações ao alcance dos estudantes de Geologia, Geofísica e outras ciências da terra na Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, no quadro da cooperação existente entre as duas instituições.

Desta forma, os finalistas podem ter mais informações e dados sobre manifestações sísmicas para sustentarem as suas monografias ou trabalhos de fim de curso, quer sobre eventos ocorridos em território nacional e em outros países e continentes, sustentou.

A rede sísmica de Angola, a cargo do INAMET, é composta por cinco estações, a de Luanda, Lubango (Huíla), Porto Kipiri (Bengo), Luena (Moxico) e Kapanda, província de Malanje, controlada em parceria com a Prodel, gestora da barragem hidroeléctrica existente na zona, estando fora de serviço a do Bié e a do Dundo, na Lunda Norte.

Além da de Kapanda, anunciou, os equipamentos das demais estações estão a ser calibrados e recuperados para, muito em breve, passarem também a partilhar os dados e informações sobre eventos sísmicos a rede mundial.

Entretanto, apesar das mesmas estarem colocadas nestes locais por razões estratégicas, em função ao território, Angola precisa de reforçar a sua rede de estações sísmicas entre as regiões centro sul e leste, com pelo menos mais 25 estações, para que as ocorrências dos eventos sejam correctamente avaliadas e registadas, justificou o director.

Assuntos Ambiente   Cooperação  

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